Há dez anos, Senado aprovava impeachment de Dilma Rousseff
Brasília, Segunda, 20 de julho de 2026
Política

Há dez anos, Senado aprovava impeachment de Dilma Rousseff

Votação em maio de 2016 afastou a petista da Presidência e levou Michel Temer ao comando do Planalto

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

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Por Redação

Há dez anos, o Senado Federal concluía uma das sessões mais longas e marcantes da história política recente do Brasil ao aprovar a abertura do processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT). A votação, encerrada nas primeiras horas de 12 de maio de 2016, determinou o afastamento imediato da petista do cargo e abriu caminho para que o então vice-presidente Michel Temer (MDB) assumisse interinamente o Palácio do Planalto.

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Após mais de 20 horas de debates, o placar no Senado terminou em 55 votos favoráveis e 22 contrários à admissibilidade do processo. Dos 81 senadores, 78 participaram da sessão.

O julgamento político foi baseado na acusação de que Dilma teria cometido crimes de responsabilidade fiscal, especialmente por meio das chamadas “pedaladas fiscais” — atrasos em repasses do Tesouro a bancos públicos para melhorar artificialmente os resultados das contas federais. A ex-presidente também foi acusada de editar decretos de suplementação orçamentária sem autorização prévia do Congresso.

A votação no Senado confirmou a decisão tomada semanas antes pela Câmara dos Deputados.

O impeachment foi concluído em 31 de agosto de 2016, quando o Senado cassou o mandato da então presidente Dilma Rousseff por 61 votos a 20.

Na etapa final do julgamento, porém, uma decisão do então presidente do STF, Ricardo Lewandowski, permitiu a votação separada da perda do cargo e da suspensão dos direitos políticos. Com isso, Dilma perdeu o mandato, mas manteve os direitos políticos após os senadores rejeitarem a pena de inabilitação para funções públicas.

Michel Temer assumiu a Presidência de forma definitiva e permaneceu no cargo até o fim do mandato, em 2018.

Anos depois, decisões judiciais acabaram arquivando ações relacionadas às chamadas pedaladas fiscais. Em 2023, Dilma voltou ao cenário internacional ao assumir a presidência do Novo Banco de Desenvolvimento, instituição financeira ligada ao bloco dos BRICS.

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