O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que o governo de Lula (PT) não apoia a criação de um período de transição para o fim da escala de trabalho 6×1. A declaração foi dada nesta segunda-feira (4), em meio ao avanço das discussões sobre o tema no Congresso Nacional.
De acordo com o ministro, a proposta defendida pelo Executivo prevê a implementação imediata da nova jornada, limitada a 40 horas semanais, sem prazos intermediários para adaptação. A mudança está em análise por meio de uma proposta de emenda à Constituição e de um projeto de lei enviado pelo governo com tramitação em regime de urgência.
A possibilidade de um período de transição, defendida por parte dos parlamentares com prazos entre dois e quatro anos, foi rejeitada por Boulos. Segundo ele, a posição do governo é pela aplicação direta da medida em todo o país.
O ministro também afirmou que a atual tensão entre Executivo e Legislativo não deve comprometer o andamento da proposta. O ambiente político se deteriorou após a rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, mas, na avaliação de Boulos, o tema trabalhista segue com força no Congresso.
Ao comentar a resistência de parte dos parlamentares, o ministro adotou um tom de cobrança pública. Ele afirmou que deputados e senadores contrários à proposta ou que tentarem adiar sua implementação estarão, segundo suas palavras, se posicionando contra a maioria da população e dos trabalhadores.
Boulos ainda indicou que esse posicionamento pode ter reflexos eleitorais, ao afirmar que aqueles que se opuserem à medida poderão enfrentar consequências nas urnas.
