Empréstimo de R$ 20 bilhões é um dos últimos recursos para tentar salvar os Correios depois de um prejuízo recorde
O governo Lula articula um novo resgate financeiro para os Correios, que enfrentam uma grave crise. A equipe econômica busca um empréstimo de R$ 20 bilhões junto ao Banco do Brasil, à Caixa Econômica Federal e a bancos privados, entre eles, o BTG Pactual. A operação teria garantias da União, ou seja, o contribuinte como fiador do negócio.
A medida foi revelada pela Folha de S. Paulo e confirmada pelo Estadão. O objetivo é tentar estancar a sangria da estatal, que acumulou um prejuízo recorde de R$ 4,37 bilhões apenas no primeiro semestre de 2025.
O que é pior ainda, é que os números mostram que a crise não é pontual: desde 2022, os Correios não sabem o que é fechar o balanço no azul. O prejuízo foi de R$ 767 milhões em 2022, R$ 596 milhões em 2023, e disparou para R$ 2,59 bilhões em 2024. Agora, o rombo praticamente dobrou em apenas seis meses.

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A empresa admitiu que “enfrenta restrições financeiras decorrentes de fatores conjunturais externos”, culpando a queda nas importações e o aumento da concorrência.
Segundo o comunicado oficial, “houve retração significativa do segmento internacional, em razão de alterações regulatórias relevantes nas compras de produtos importados”.
Na prática, a estatal se refere à “taxa das blusinhas”, que por coincidência, é uma medida criada pelo próprio governo Lula, que desestimulou a compra de produtos importados de baixo valor. Ou seja, a política do governo acabou afetando a própria estatal que ele agora tenta salvar.
Plano de socorro
O empréstimo bilionário seria usado para bancar um programa de demissões voluntárias, quitar dívidas com fornecedores e fazer investimentos para aumentar a eficiência.
Em setembro, Emmanoel Schmidt Rondon, funcionário de carreira do Banco do Brasil, assumiu a presidência dos Correios no lugar de Fabiano da Silva.
Apesar da movimentação bilionária em curso, a direção dos Correios não se manifestou oficialmente sobre o empréstimo.
O problema só cresce e os fornecedores, no entanto, já acionaram a Justiça para cobrar pagamentos atrasados, e bancos privados pressionam por garantias antes de embarcar no novo plano de socorro.
