A Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, afirmou ontem (1º) que as sanções financeiras impostas pelos Estados Unidos a brasileiros e empresas ligados ao PCC (Primeiro Comando da Capital) “suscitam preocupação”.
Segundo a secretaria, a decisão americana “não surpreende o governo brasileiro” por ser um “desdobramento” da recente classificação do PCC e do CV pelos EUA como organizações terroristas.
“A decisão não surpreende o governo brasileiro: trata-se de desdobramento que já se antevia, após a classificação do PCC pelos Estados Unidos como organização terrorista estrangeira. Ainda assim, medidas unilaterais suscitam preocupação, uma vez que podem ser sucedidas por providências ainda mais gravosas, adotadas à margem dos mecanismos ordinários de cooperação internacional”, diz a nota.
De acordo com a Senajus, a medida pode gerar efeitos “indiretos relevantes sobre instituições financeiras estrangeiras, inclusive brasileiras, em razão do risco de restrições regulatórias e eventual exposição a sanções secundárias”.
A sanção contra o PCC foi a 1ª aplicada por Washington a brasileiros ou empresas do Brasil após o governo Trump classificar grupos criminosos do país como organizações terroristas.
A rede de lavagem de dinheiro do PCC alvo da ação operava a partir de dois polos principais: Flórida e São Paulo. A operação teve como alvo o núcleo sediado em São Paulo, liderado por Victor Henrique de Oliveira Shimada (Shimada) e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira (Stella).

