Governo Lula afirma que desconhecia contrato de Lewandowski com Master
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Política

Governo Lula afirma que desconhecia contrato de Lewandowski com Master

Auxiliares de Lula minimizam vínculo do ex-ministro da Justiça com o banqueiro Daniel Vorcaro

Governo Lula diz que não tinha conhecimento prévio do contrato entre Ricardo Lewandowski e o Banco Master e nega conflito de interesses no caso.

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Auxiliares do presidente Lula afirmaram à CNN que não tinham conhecimento prévio do contrato firmado pelo ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski com o Banco Master, controlado pelo empresário Daniel Vorcaro.

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Nos bastidores, ministros do Planalto buscam reduzir o impacto político do episódio após a revelação de que o escritório de Lewandowski prestou consultoria ao banco enquanto ele ainda ocupava o cargo no Ministério da Justiça e Segurança Pública.

A CNN apurou, porém, que a existência do contrato com o Banco Master é apontada por integrantes do próprio governo como um dos fatores que aceleraram o pedido de demissão de Lewandowski. Ele deixou o comando da pasta em 10 de janeiro.

Diante da repercussão, Lewandowski divulgou nota confirmando que prestou serviços ao banco, sem informar o período do contrato.

No Planalto, ministros negam que Lula tivesse conhecimento do vínculo no momento da nomeação de Lewandowski. Auxiliares sustentam que não houve conflito de interesses, sob o argumento de que o contrato teria sido encerrado antes da posse no Ministério da Justiça.

Outros desdobramentos também vieram à tona. Lula se reuniu fora da agenda com Daniel Vorcaro. Segundo apuração da CNN, o presidente ouviu o empresário, mas indicou que qualquer tema relacionado ao banco deveria ser tratado pelo Banco Central, sem participação do Planalto.

A CNN informou ainda que Lula se reuniu, em dezembro do ano passado, com o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, relator das investigações sobre o Banco Master. O encontro contou com a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em meio ao avanço do caso na Justiça.

Mesmo com o desgaste político, ministros avaliam que o governo não deve adotar postura defensiva. Segundo interlocutores, a orientação de Lula é reafirmar a independência da Polícia Federal e do Banco Central e sustentar que não há irregularidades envolvendo integrantes do governo enquanto as apurações seguem em andamento.

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