Gleisi chama de “cara de pau” fala de Tarcísio
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Gleisi chama de “cara de pau” fala de Tarcísio

Ministra afirma que declaração do governador ignora financiamento de campanh

Em publicação nas redes sociais, Gleisi classificou como inadequado o discurso adotado por Tarcísio. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Por Redação

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), criticou nesta sexta-feira (30) declarações do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que afirmou que o Brasil enfrenta uma “crise moral” e uma “crise fiscal”. A fala do governador ocorreu após visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena no Complexo da Papuda, em Brasília.

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Em publicação nas redes sociais, Gleisi classificou como inadequado o discurso adotado por Tarcísio ao deixar o presídio.

“É muita cara de pau de Tarcísio Freitas sair da Papuda falando em ‘crise moral’”, escreveu a ministra.

Na mensagem, Gleisi associou o governador e o ex-presidente ao empresário Fabiano Zettel, apontado como o maior financiador individual das campanhas de ambos nas eleições de 2022.

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Zettel doou R$ 5 milhões no total — R$ 3 milhões para Bolsonaro e R$ 2 milhões para Tarcísio. O empresário é cunhado de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e foi preso temporariamente pela Polícia Federal neste mês, quando tentava embarcar para Dubai.

A ministra também rebateu a menção de Tarcísio a uma suposta crise fiscal, atribuindo o desequilíbrio das contas públicas à gestão anterior.

“Quem contratou uma ‘crise fiscal’ no país foi o governo Bolsonaro, que deixou um rombo de R$ 255 bilhões para o governo Lula pagar e desorganizou as contas e a economia do país”, afirmou.

As declarações de Tarcísio foram feitas na quinta-feira (29), após a visita a Bolsonaro. Na ocasião, o governador afirmou que o país vive um cenário de crise fiscal e moral e defendeu a construção de uma alternativa política ligada ao grupo do ex-presidente.

Ele também confirmou apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República e reiterou que pretende disputar a reeleição ao governo paulista.

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