Senador acusa ministro de conflito de interesse
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou que a oposição vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o voto do ministro Luís Roberto Barroso a favor da descriminalização do aborto.
“Foi uma atitude covarde do Barroso”, disse Girão. “Ao final, no apagar das luzes, ele faz um negócio desse. Ele se contradiz porque disse que não ia debater o tema por falta de consenso e por aumentar a polarização. Rasgou tudo o que ele disse e votou.”
O senador acusou o ministro de “conflito de interesse” e afirmou que ele “não deveria ter votado”. “Ele fez palestra com Jorge Soros, bilionário a favor da legalização do aborto. Eu entrei com o pedido de impeachment com dez colegas em cima desse palco.”
Girão disse que a oposição vai acionar o Supremo para tentar anular o voto de Barroso e o da ex-ministra Rosa Weber, por terem sido proferidos em plenário virtual. “Esse é um assunto extremamente delicado, que cabe plenário físico, como destacou Gilmar Mendes, corretamente”, declarou.
Segundo o senador, a decisão impede a participação dos novos ministros. “O Dino não vai poder votar porque a Rosa Weber já fez, e o outro indicado agora não vai poder votar porque o Barroso já fez”, afirmou.
Girão classificou a postura do STF como “militância política ideológica”. “80% da população é contra a legalização do aborto. Isso é militância pura”, disse.
