O senador Eduardo Girão (Novo-CE) anunciou nesta segunda-feira (9) o protocolo de uma representação no Conselho de Ética do Senado Federal do Brasil contra o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). Segundo o parlamentar, o pedido aponta “omissão institucional e abuso de poder” no exercício da presidência do Senado.
O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa da bancada do Partido Novo no Senado, em Brasília. O evento contou com a presença do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e do presidente nacional da sigla, Eduardo Ribeiro, e marcou a apresentação de um conjunto de medidas políticas relacionadas ao caso envolvendo o Banco Master.
Segundo Girão, a iniciativa é inédita nesta legislatura e tem como base a falta de encaminhamento de requerimentos considerados relevantes no Senado.
“Se acumulam na mesa dele dezenas de pedidos de impeachment com documentação robusta. É o campeão em engavetamento”, afirmou o senador durante a coletiva.
De acordo com Girão, a representação também questiona a ausência de andamento de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente contra o ministro Alexandre de Moraes.
O parlamentar argumenta que diversos requerimentos apresentados por senadores estariam sem análise pela presidência da Casa. Para ele, a situação configura omissão institucional diante de demandas que, segundo disse, possuem documentação considerada consistente.
Durante a coletiva, Girão também criticou a falta de deliberação sobre requerimentos para criação de uma comissão parlamentar de inquérito para investigar o Banco Master.
O senador afirmou ainda que irá recorrer ao STF para pedir a prorrogação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), responsável por apurar suspeitas de irregularidades envolvendo o instituto.
“Esperamos que seja feita a prorrogação da CPMI do INSS. Estamos acionando hoje o STF com um mandado de segurança”, declarou.
O Novo anunciou outras iniciativas durante o evento. Entre elas estão um novo pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes e a apresentação de uma notícia-crime à Procuradoria-Geral da República (PGR).
