França convoca embaixador dos EUA após críticas a Macron
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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França convoca embaixador dos EUA após críticas a Macron

Charlees Kushner, embaixador dos EUA na França, e Emmanuel Macron, presidente francês

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Por Redação

O governo francês convocou nesta segunda-feira (25) o embaixador dos Estados Unidos em Paris, Charles Kushner, após declarações consideradas “inaceitáveis” contra o presidente Emmanuel Macron. Em uma carta revelada no domingo, o diplomata americano acusa a França de ter uma postura insuficiente diante do crescimento do antissemitismo no país.

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No texto, Kushner, que é pai de Jared Kushner — genro de Donald Trump —, expressa “profunda preocupação com o aumento dramático do antissemitismo na França” e afirma que o governo de Paris tem falhado em agir com firmeza diante da escalada de violência.

“Na França, não passa um dia sem que judeus sejam agredidos nas ruas, sinagogas e escolas sejam depredadas ou comércios judeus sejam vandalizados”, escreveu o embaixador. A carta foi datada em 25 de agosto, data que marca o 81º aniversário da libertação de Paris na Segunda Guerra Mundial.

A crítica do embaixador ecoa a reação do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que na semana passada acusou Macron de “fomentar o antissemitismo” por ter defendido o “reconhecimento internacional” do Estado da Palestina. Assim como Kushner, o premier de Israel acredita que a postura de Paris contribui para enfraquecer o país.

As declarações de Kushner provocaram uma forte reação do Ministério das Relações Exteriores francês, que afirmou que as acusações violam a Convenção de Viena de 1961, que rege as relações diplomáticas e proíbe a ingerência nos assuntos internos de outros Estados. O tom foi semelhante ao adotado pelo Palácio do Eliseu ao rebater os comentários de Netanyahu.

A França tem registrado um aumento significativo nos episódios de antissemitismo desde 7 de outubro de 2023, data do ataque do grupo terrorista Hamas ao território israelense.

As autoridades francesas intensificaram medidas de segurança em torno de sinagogas e escolas judaicas, mas organizações da comunidade afirmam que a resposta tem sido insuficiente.

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