Focus: mercado reduz estimativa para inflação em 2025 após 20 elevações - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Economia

Focus: mercado reduz estimativa para inflação em 2025 após 20 elevações

A taxa Selic permanece em 15% ao ano, o nível mais alto em quase duas décadas.

Compartilhe em

Foto do autor

Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

As projeções econômicas para 2025 foram reduzidas, conforme o Relatório Focus do Banco Central, divulgado nesta segunda-feira (17). A inflação projetada caiu de 5,68% para 5,66%, enquanto o dólar recuou de R$ 5,99 para R$ 5,98. Já o PIB foi ajustado de 2,01% para 1,99%. LEIA AQUI A ÍNTEGRA DO BOLETIM.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

A expectativa para 2026 subiu de 4,40% para 4,48%, enquanto para 2027 manteve-se em 4,00%. Em 2028, a projeção subiu de 3,75% para 3,78%. Os preços administrados no IPCA de 2025 aumentaram de 4,99% para 5,05%. Para 2026, a estimativa subiu de 4,19% para 4,21%. Em 2027, permaneceu em 4,00%, e em 2028 caiu de 3,94% para 3,90%. O IGP-M para 2025 permaneceu em 5,62%, e para 2026, subiu de 4,54% para 4,55%. Para 2027 e 2028, a projeção ficou em 4%.

PIB
A mediana para 2026 caiu de 1,70% para 1,60%, mantendo-se em 2,00% para 2027 e 2028.

Selic
A taxa básica de juros permaneceu em 15% para 2025, enquanto para 2026 ficou em 12,50%. Em 2027, manteve-se em 10,50%, e em 2028, em 10%.

Os dados refletem a deterioração da confiança no governo Lula, com o mercado financeiro prevendo uma expansão econômica menor e inflação persistente acima do teto da meta, fixada em 4,5%. O Banco Central, comandado por Gabriel Galípolo, já admite o risco de novo descumprimento da meta em junho deste ano. “A política fiscal expansionista do governo Lula, aliada à incerteza regulatória, dificulta a ancoragem das expectativas”, apontou um analista do mercado.

Com o poder de compra dos brasileiros corroído pela alta dos preços e a Selic estacionada em patamares elevados, o cenário para 2025 é de estagnação econômica e pressão inflacionária. “O Banco Central segue tentando conter a inflação, mas enfrenta uma gestão desastrosa na Fazenda”, criticou um economista.

Enquanto isso, o governo insiste em culpar fatores externos, como o clima e a desvalorização do real, ignorando o impacto das próprias decisões políticas. A carta pública que o BC precisou enviar ao ministro Fernando Haddad, explicando o estouro da meta de 2024, pode se repetir em 2025, agravando a crise de credibilidade da gestão petista.

 

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade