O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, intensificou sua estratégia de comunicação digital nos últimos dias com o lançamento de peças voltadas a dois dos principais eixos de sua pré-campanha: a defesa do legado do governo Jair Bolsonaro e a aproximação com o eleitorado evangélico.
Neste domingo (7), o parlamentar publicou nas redes sociais um vídeo produzido com inteligência artificial que associa a criação do Pix ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A peça utiliza um jingle em ritmo de funk e apresenta imagens geradas por inteligência artificial do ex-presidente tocando pandeiro e dançando enquanto veste uma camiseta com a frase “Pix é do Bolsonaro, meu amor”.
A música afirma: “Pix é do Bolsonaro, meu amor.”
Em outro trecho, a letra diz: “Querem tomar o Pix, mas o povo não deixou. Sim, senhor, no governo dele que brotou.”
O vídeo também mostra Flávio Bolsonaro ao lado do pai e de apoiadores. A narrativa destaca a presença do sistema de pagamentos no cotidiano dos brasileiros.
“Na feira da esquina, no café, no pastel, na venda da esquina, no salão e no Zé”, afirma a música.
Debate sobre tarifas e investigação dos EUA
O tema ganhou força após o governo norte-americano incluir o Pix entre os pontos analisados em investigações comerciais envolvendo o Brasil e anunciar uma proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.
Na semana passada, ao comentar o assunto durante entrevista ao programa Café com Política, do jornal O Tempo, Flávio reforçou que a ferramenta ao governo Bolsonaro.
“O Pix é do Brasil. O Pix é do Bolsonaro. Não tem essa conversa de que alguém vai acabar com o Pix”, afirmou.
Campanha aposta em slogan religioso
A movimentação ocorre dias após o lançamento do primeiro jingle oficial da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.
Divulgada na sexta-feira (5), a peça utiliza o slogan “Vem com Fé” e concentra a comunicação em temas ligados à religião, liberdade religiosa e valores conservadores.
O vídeo reúne imagens de Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Carlos Bolsonaro, reforçando a imagem de unidade familiar em torno da candidatura.
Segundo integrantes da campanha, a estratégia busca consolidar o apoio da base conservadora e ampliar o alcance entre eleitores religiosos.
