O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), evitou comentar publicamente as críticas feitas pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e afirmou, nesta quarta-feira (24), que “nada nem ninguém” seria capaz de tirar seu foco no dia do jogo da Seleção Brasileira.
A declaração foi feita durante uma transmissão ao vivo realizada nas redes sociais cerca de uma hora e meia após Michelle divulgar vídeos em que relatou ter sido “apunhalada”, humilhada e desrespeitada pelo parlamentar em meio a divergências políticas dentro do Partido Liberal (PL).
Sem citar o nome da ex-primeira-dama, Flávio procurou direcionar a conversa para o futebol.
“Hoje é dia de jogo, nada nem ninguém me aborrece. Vamos tratar de coisa boa, vamos tratar de futebol”, afirmou durante a live.
Ainda na transmissão, o senador declarou que os desafios enfrentados pelo país devem estar acima de disputas pessoais. “O que está em jogo no Brasil está muito acima de qualquer vaidade”, disse.
Flávio também comentou uma visita feita ao ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que o pai enviava cumprimentos aos apoiadores. O senador apareceu acompanhado da esposa e usando uma máscara do jogador Neymar.
Acusações de Michelle
Nos vídeos publicados em suas redes sociais, Michelle Bolsonaro detalhou o rompimento de sua relação com Flávio, que, segundo ela, ocorreu no fim de 2025 após divergências sobre a estratégia eleitoral do PL no Ceará.
A ex-primeira-dama criticou a aproximação de lideranças bolsonaristas com o ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes, defendendo que o partido apoie o senador Eduardo Girão na disputa pelo governo estadual.
Michelle afirmou que tentou dialogar com Flávio após manifestações públicas sobre o tema, mas que a conversa teria terminado de forma negativa. Segundo seu relato, o senador teria sido ríspido, afirmado que ela deveria se manter afastada das decisões partidárias e minimizado sua experiência política.
“Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou ao telefone”, declarou. Em outro trecho, afirmou ter entendido que seu apoio político não era desejado e que, desde então, optou por se afastar das articulações.
A ex-primeira-dama também negou rumores de que teria condicionado apoio político a pedidos públicos de desculpas e afirmou que, apesar das divergências, continua respeitando as decisões tomadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em relação ao futuro político da família.
Michelle ainda rejeitou especulações sobre uma eventual candidatura ao Palácio do Planalto e afirmou que sua prioridade permanece sendo a família. Embora seja apontada por aliados como possível candidata ao Senado em 2026, ela disse que qualquer definição sobre sua participação eleitoral será anunciada oportunamente.
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