Flávio chama diretor da PF de "pau-mandado de Lula"
Brasília, Sexta, 24 de julho de 2026
Política

Flávio chama diretor da PF de “pau-mandado de Lula”

Senador afirma que direção da Polícia Federal compromete autonomia da instituição e mantém recusa à segurança oferecida pelo órgão

Flávio Bolsonaro
Foto: Reprodução/ Youtube Flávio Bolsonaro

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Por Mariana Albuquerque

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a criticar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Durante uma transmissão ao vivo realizada nesta quinta-feira (23), em seu canal no YouTube, o parlamentar afirmou que o comando da corporação compromete a autonomia da instituição.

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“O que aconteceu a partir do governo Lula é algo nunca antes visto na história do Brasil, começando pelo chefe da Polícia Federal, alguém que está ali, pau-mandado do Lula. Claramente não deixa que a Polícia Federal exerça a sua autonomia.”

Flávio mantém recusa à segurança da PF

As declarações reforçam a decisão anunciada pelo senador no último domingo (19), quando informou que não aceitará a equipe de segurança disponibilizada pela Polícia Federal durante a campanha presidencial.

Segundo Flávio, sua proteção continuará sob responsabilidade exclusiva da Polícia do Senado Federal.

Em publicação na rede social X, o senador afirmou que não confia na atual direção da PF.

“Além disso, não confio no atual chefe da PF. Não vou correr o risco de ele próprio infiltrar pessoas na minha campanha.”

O parlamentar também defendeu que os policiais federais escalados para proteger candidatos sejam deslocados para investigações sobre fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

“Se a desculpa oficial do chefe da PF para não investigar Lulinha – acusado de receber mensalinho do Careca do INSS – foi a falta de efetivo, quero dar a minha contribuição para que o dinheiro roubado no governo Lula seja devolvido aos aposentados.”

Segurança foi reforçada após ameaças

Na quarta-feira (22), Flávio anunciou o reforço do esquema de segurança pessoal após a identificação de mais de 2 mil ameaças contra sua integridade física.

De acordo com sua equipe, levantamento realizado pelo setor de inteligência da Polícia do Senado apontou 868 ameaças explícitas de morte, 647 manifestações de incitação à violência, 640 referências codificadas e 133 conteúdos relacionados ao planejamento ou à oportunidade de ataques.

Entre as medidas adotadas estão o uso permanente de colete balístico, ampliação da equipe de escolta e criação de um centro de monitoramento com funcionamento 24 horas para acompanhar deslocamentos e compromissos do pré-candidato.

Senador afirma que não é investigado

Durante a transmissão, Flávio também declarou que sofre uma campanha de perseguição semelhante à que, segundo ele, atinge o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O senador afirmou que parte da imprensa cria uma narrativa contra sua atuação política e negou ser alvo de investigações.

“A perseguição é desproporcional. Não adianta eu ficar me explicando ponto a ponto cada vez que me acusam de alguma coisa porque não tem nada, mas cria-se essa atmosfera.”

“Não sou investigado em absolutamente nada. É só a imprensa me julgando e me condenando todos os dias, 24 horas por dia.”

Flávio também fez uma distinção entre os policiais federais e a atual direção da corporação, afirmando que suas críticas são dirigidas exclusivamente ao comando da PF.

Polícia do Senado seguirá responsável pela proteção

Em nota, a assessoria do senador informou que toda a segurança de Flávio Bolsonaro continuará sob responsabilidade da Polícia do Senado Federal durante o período eleitoral.

Segundo a equipe, a corporação dispõe de tecnologia de monitoramento, veículos blindados, equipamentos especializados e armamentos utilizados nas atividades de proteção institucional.

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