Senador critica falta de planejamento energético e associa gestão federal a possíveis apagões e aumento da conta de luz
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou o governo ao comentar um alerta da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre vulnerabilidades no sistema elétrico brasileiro. A declaração ocorreu depois que o diretor-geral da agência, Sandoval Feitosa, classificou a situação do setor como “extremamente perigosa”.

Ao comentar o alerta, Flávio Bolsonaro ironizou: “O brasileiro vai ficar sem cerveja, sem picanha e sem luz”.
A fala fez referência à promessa de Lula durante a campanha de 2022, quando afirmou que o país voltaria a ter acesso a esses produtos.
Durante audiência no Congresso, Feitosa explicou que o Brasil enfrenta um “problema de rampa”: variações rápidas de consumo e geração de energia que precisam ser equilibradas em poucos minutos pelo Operador Nacional do Sistema (ONS).
O desafio se intensificou com o aumento do uso de fontes renováveis, como energia solar e eólica, sem que houvesse expansão equivalente da capacidade de armazenamento, antes garantida pelos reservatórios das hidrelétricas.
O diretor alertou que, ao cair a noite, a energia solar deixa de entrar no sistema e é necessário acionar térmicas e hidrelétricas para suprir o pico de consumo.
Segundo Feitosa, a “rampa” atual deve passar de 40 gigawatts para 53 GW até 2028, o equivalente à demanda combinada de Espanha e Portugal.
Além dos riscos de apagões, o diretor da Aneel afirmou que falhas técnicas ou de coordenação podem gerar blecautes em larga escala. Ele também projetou aumento contínuo nas tarifas de energia devido a encargos e subsídios embutidos nas contas de luz.
