Flávio Bolsonaro sobre Aneel: "O brasileiro vai ficar sem cerveja, sem picanha e sem luz" - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Flávio Bolsonaro sobre Aneel: “O brasileiro vai ficar sem cerveja, sem picanha e sem luz”

Flávio Bolsonaro reage a alerta da Aneel sobre vulnerabilidade do sistema elétrico, ironizando governo Lula e destacando riscos de apagões e aumento das tarifas de energia.
Foto: Reprodução

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Por Redação

Senador critica falta de planejamento energético e associa gestão federal a possíveis apagões e aumento da conta de luz

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou o governo ao comentar um alerta da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre vulnerabilidades no sistema elétrico brasileiro. A declaração ocorreu depois que o diretor-geral da agência, Sandoval Feitosa, classificou a situação do setor como “extremamente perigosa”.

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Flávio Bolsonaro reage a alerta da Aneel sobre vulnerabilidade do sistema elétrico, ironizando governo Lula e destacando riscos de apagões e aumento das tarifas de energia.
Aneel faz inspeção na subestação que pegou fogo no Paraná. Foto: Corpo de Bombeiros PR/Divulgação

Ao comentar o alerta, Flávio Bolsonaro ironizou: “O brasileiro vai ficar sem cerveja, sem picanha e sem luz”.

A fala fez referência à promessa de Lula durante a campanha de 2022, quando afirmou que o país voltaria a ter acesso a esses produtos.

Durante audiência no Congresso, Feitosa explicou que o Brasil enfrenta um “problema de rampa”: variações rápidas de consumo e geração de energia que precisam ser equilibradas em poucos minutos pelo Operador Nacional do Sistema (ONS).

O desafio se intensificou com o aumento do uso de fontes renováveis, como energia solar e eólica, sem que houvesse expansão equivalente da capacidade de armazenamento, antes garantida pelos reservatórios das hidrelétricas.

O diretor alertou que, ao cair a noite, a energia solar deixa de entrar no sistema e é necessário acionar térmicas e hidrelétricas para suprir o pico de consumo.

Segundo Feitosa, a “rampa” atual deve passar de 40 gigawatts para 53 GW até 2028, o equivalente à demanda combinada de Espanha e Portugal.

Além dos riscos de apagões, o diretor da Aneel afirmou que falhas técnicas ou de coordenação podem gerar blecautes em larga escala. Ele também projetou aumento contínuo nas tarifas de energia devido a encargos e subsídios embutidos nas contas de luz.

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