63% das exportações seguem taxadas, mesmo com redução de tarifas pelos EUA
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

63% das exportações seguem taxadas, mesmo com redução de tarifas pelos EUA

Donald Trump, presidente dos EUA Foto:Reuters/Jonathan Ernst/Agência Brasil
Donald Trump, presidente dos EUA Foto:Reuters/Jonathan Ernst/Agência Brasil

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Por Redação

Medida beneficia 238 categorias, incluindo café, carne e frutas, e libera US$ 15,7 bilhões de exportações

Os Estados Unidos anunciaram a ampliação das isenções de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros, beneficiando 238 categorias de exportações.

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A medida, divulgada recentemente, é considerada pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI) um gesto positivo de boa vontade dos americanos, mas ainda deixa 62,9% das vendas brasileiras ao país sujeitas a algum tipo de tarifa, que varia entre 10% e 50%.

Segundo o levantamento da CNI, baseado em estatísticas da Comissão de Comércio Internacional dos EUA, a ampliação das isenções da sobretaxa de 40% faz com que 37,1% das exportações brasileiras, equivalentes a US$ 15,7 bilhões, fiquem livres de tributos adicionais.

Entre os produtos beneficiados estão café, carne, castanhas e frutas, setores tradicionais na pauta agrícola do Brasil.

Ainda de acordo com o estudo, pela primeira vez desde agosto, o volume exportado livre de sobretaxas supera o que permanece sujeito à tarifa máxima de 50%, que ainda incide sobre 32,7% das exportações.

Além disso, 7% das vendas estão sujeitas a uma tarifa recíproca de 10%, e 3,8% permanecem com a sobretaxa de 40%.

Apesar do avanço, indústrias estratégicas continuam impactadas. Máquinas e equipamentos, móveis, calçados e siderurgia ainda estão entre os setores que enfrentam barreiras tarifárias mais severas nos Estados Unidos.

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, a ampliação das isenções é um sinal positivo, mas reforça a necessidade de negociação contínua com os americanos.

Setores muito relevantes, como máquinas e equipamentos, móveis e calçados, que tinham os EUA como principais clientes externos, ainda não entraram na lista de exceções. O aumento das isenções é um sinal muito positivo de que temos espaço para remover barreiras para outros produtos industriais. Esse é nosso foco agora”, disse Alban em nota.

Detalhamento das tarifas

O levantamento da CNI detalha a situação das exportações brasileiras aos EUA:

Isentos de sobretaxa: 37,1% (US$ 15,7 bilhões)

Total sujeito a algum tipo de tarifa: 62,9%

Tarifa recíproca de 10%: 7% (US$ 2,9 bilhões)

Sobretaxa de 40%: 3,8% (US$ 1,6 bilhão)

Tarifa combinada de 50% (10% + 40%): 32,7% (US$ 13,8 bilhões)

Tarifa setorial de 50% (Seção 232): 11,9% (US$ 5 bilhões)

Isenção da tarifa de 40% condicionada à aviação civil: 7,5% (US$ 3,2 bilhões)

O levantamento considera dados de 2024, antes da implementação do tarifaço.

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