Exército suspende ações na fronteira contra crime após corte de verba de Lula
Brasília, Segunda, 08 de junho de 2026
Política

Exército suspende ações na fronteira contra crime após corte de verba de Lula

Operações de fiscalização e repressão em regiões estratégicas foram suspensas

Exército suspende ações na fronteira contra crime após corte de verba de Lula
Foto: Divulgação/SSP

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Por Redação

O Exército brasileiro suspendeu operações de monitoramento e combate ao crime organizado nas fronteiras do país após o contingenciamento de R$ 4,3 bilhões no orçamento do Ministério da Defesa para 2026. A informação é da CNN Brasil. O bloqueio faz parte do contingenciamento de R$ 22,1 bilhões no Orçamento de 2026 promovido pelo governo Lula (PT).

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Segundo a emissora, cerca de R$ 1,5 bilhão do valor bloqueado estava destinado ao Exército, que mantinha ações de fiscalização e repressão em áreas de fronteira.

A suspensão ocorre em meio ao avanço das facções criminosas nas regiões fronteiriças. Os Estados Unidos classificaram recentemente o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como “organizações terroristas estrangeiras”. O governo Lula (PT) se opõe à classificação por avaliar que ela pode abrir espaço para eventual intervenção norte-americana em território brasileiro.

As áreas de fronteira concentram parte significativa das atividades ligadas ao tráfico de drogas, contrabando, garimpo ilegal e desmatamento, crimes frequentemente associados à atuação de organizações criminosas.

As operações são conduzidas principalmente pelo Comando Militar da Amazônia e pelo Comando Militar do Oeste, responsáveis por regiões que fazem divisa com países produtores de cocaína e que servem como principais rotas de entrada da droga no Brasil.

Entre as ações afetadas está a Operação Ágata, considerada uma das principais iniciativas de combate a ilícitos nas fronteiras. Somente neste ano, a operação apreendeu mais de 15 toneladas de drogas, neutralizou 62 dragas utilizadas no garimpo ilegal e interrompeu as atividades de 117 balsas na região amazônica.

O Ministério da Defesa foi a pasta mais atingida pelo contingenciamento, com corte de R$ 4,363 bilhões. Na sequência aparecem o Ministério das Cidades, com R$ 3,32 bilhões; o Ministério da Educação, com R$ 1,605 bilhão; o Ministério dos Transportes, com R$ 1,5 bilhão; o Ministério da Fazenda, com R$ 1,396 bilhão; e o Ministério da Saúde, com R$ 1,002 bilhão.

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