O pastor Silas Malafaia se pronunciou pela primeira vez nesta sexta-feira (15), com exclusividade no programa Alive, do canal de Cláudio Dantas no Youtube, sobre sua inclusão pela Polícia Federal (PF) no inquérito que apura suposta trama golpista. O religioso afirmou que a medida é uma tentativa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de “silenciar e calar quem incomoda”.
Malafaia, que também é alvo da mesma investigação que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL) e o blogueiro Paulo Figueiredo, teve sua inclusão determinada pelo ministro Alexandre de Moraes após solicitação da Procuradoria-Geral da República (PGR). A apuração tem origem em investigações sobre a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
Em sua participação no Alive, Malafaia declarou que há quatro anos vem denunciando os “crimes de Alexandre de Moraes”, embasando suas críticas em artigos da Constituição Federal que, segundo ele, o ministro “rasga sucessivamente”.
O pastor mencionou as manifestações de 3 de agosto, após medidas contra Bolsonaro, em que ele tomou a frente de manifestações e vídeos, resultando em grandes mobilizações em todo o Brasil. Para Malafaia, esse protagonismo o tornou um alvo a ser intimidado.
“Esse cara é perigoso, esse cara incomoda a gente. Vamos arrumar um jeito de intimidá-lo. Só que escolheram o que está errado para intimidar”, disse Malafaia, que afirmou não ter medo de ser preso e que considera essa possibilidade como um “prêmio”.
Ele garantiu que irá aumentar a pressão para denunciar os supostos crimes de Alexandre de Moraes e concluiu defendendo o impeachment, julgamento e prisão do ministro como medida para preservar o “estado democrático de direito que ele está destruindo”.
