Ex-sócio do Banco Master teve R$ 112 mi bloqueados
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Ex-sócio do Banco Master teve R$ 112 milhões bloqueados pela Justiça

Foto: Paulo Mocofaya/Agência ALBA

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Por Redação

Valores de Augusto Lima estavam aplicados em conta na Reag Trust DTVM

Meses antes de se tornar um dos alvos da Compliance Zero, o ex-sócio e diretor do Banco Master Augusto Lima teve bens bloqueados pela Justiça de São Paulo. A medida foi determinada em 29 de abril de 2025, após a identificação de R$ 112 mi aplicados em uma conta mantida por ele na Reag.

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Na semana passada, o BC decretou a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, nova denominação da Reag Trust DTVM. A empresa é responsável pela gestão dos fundos do grupo Reag Investimentos.

Com a decisão do BC, as operações da gestora foram encerradas imediatamente. A medida atinge a instituição, mas não os fundos, que seguem ativos e terão de buscar novas instituições para assumir sua administração.

De acordo com documentos da Justiça de São Paulo obtidos pelo site Metrópoles, o bloqueio ocorreu no âmbito de uma ação de execução de dívida. A família ex-proprietária do Banco Voiter, vendido ao Master em 2024, pediu liminar para bloquear bens dos banqueiros do Master no valor original da dívida, estimado em R$ 470,5 milhões.

A solicitação foi aceita pela 22ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, que autorizou a restrição dos valores nas contas dos executivos. O bloqueio durou apenas oito dias, após a celebração do 1º acordo entre as partes.

Na ocasião, a Justiça de SP localizou recursos em diferentes instituições financeiras em nome de Augusto, sendo a maior parcela concentrada na Reag: Foram encontrados R$ 484 mil no Bradesco, R$ 317,4 mil no Santander, R$ 274,41 no Banco do Brasil, R$ 112,8 milhões na Reag Trust DTVM, R$ 2,3 mil no Banco Master e R$ 0,44 na Pluxee IP.

Entre 2020 e 2025, o patrimônio da Reag Investimentos cresceu de R$ 25 bilhões para R$ 341 bilhões. A empresa passou a ser investigada em operações da PF que apuram possíveis vínculos entre o PCC e o mercado financeiro.

Segundo a PF, além das suspeitas de envolvimento com a facção criminosa, a Reag manteve parceria com o Master na administração de fundos e é investigada por possível participação em fraudes.

Em nota, o BC informou que a liquidação da Reag foi motivada por “graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional”.

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