Ex-presidente do BRB aguarda novo depoimento à PF no caso Master
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Ex-presidente do BRB aguarda novo depoimento à PF no caso Master

Defesa diz que pedido foi feito em dezembro após acareação no STF

Ex-presidente do BRB aguarda novo depoimento à PF no caso Master
Foto: Rafael Lavenère/BRB

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

A defesa do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, aguarda que a Polícia Federal (PF) convoque o executivo para novo depoimento no inquérito que apura fraudes financeiras envolvendo o banco público e o Banco Master.

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Segundo o advogado Cleber Lopes, o pedido para agendamento da oitiva foi feito à delegada federal Janaína Palazzo em 30 de dezembro de 2025. Na mesma data, Costa e o banqueiro Daniel Vorcaro participaram de uma acareação no Supremo Tribunal Federal (STF).

A acareação foi determinada pelo ministro Dias Toffoli, então relator do inquérito que investiga fraudes no Banco Master e a tentativa de compra de ativos da instituição pelo BRB. O procedimento é utilizado para confrontar versões divergentes sobre fatos investigados. Toffoli deixou a relatoria na semana passada, sendo substituído pelo ministro André Mendonça.

“Após a audiência realizada no STF, solicitamos à delegada que preside a investigação que fosse designada uma data para o depoimento, já que naquela ocasião, o objetivo era apenas esclarecer eventuais contradições”, informou o advogado, em nota divulgada nesta quarta-feira (18).

“A delegada concordou com isso e estamos apenas esperando que ela marque a data”, afirmou Lopes. Ele também negou que Costa cogite acordo de colaboração premiada, classificando essa hipótese como especulação.

Procurada, a Polícia Federal não se manifestou até a publicação desta matéria.

Costa, Vorcaro e outros investigados foram alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF em novembro de 2025. A investigação apura a concessão de créditos considerados irregulares pelo Banco Master, além da tentativa de compra da instituição pelo BRB, banco controlado majoritariamente pelo Governo do Distrito Federal.

Segundo as investigações, as fraudes podem alcançar R$ 17 bilhões.

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