Crítico de Maduro foi acusado de “terrorismo” e “incitação ao ódio”
Alfredo Díaz, ex-governador opositor de Nicolás Maduro, morreu aos 56 anos após um ano preso no centro de custódia de El Helicoide, em Caracas. A ditadura socialista o acusava de “terrorismo” e “incitação ao ódio”.
A morte foi divulgada por representantes de organizações de direitos humanos e confirmada pelo Ministério do Serviço Penitenciário, que atribuiu o falecimento do crítico do autocrata a um infarto.
Segundo comunicado do partido Acción Democrática, ao qual era filiado, “sua detenção se prolongou por mais de 1 ano de maneira injusta e durante esse tempo não recebeu a atenção médica que necessitava”.
O partido pediu uma investigação independente e transparente, além de exigir atenção médica integral para todos os presos políticos na Venezuela.
“A vida e a saúde de um preso estão nas mãos do Estado e de quem deseja exercer a custódia”, escreveu no último sábado (06), nas redes sociais, Alfredo Romero, diretor da ONG Foro Penal, dedicada à defesa dos presos políticos venezuelanos.
Alfredo Díaz, ex-gobernador de Nueva Esparta. Otro preso político que muere en cárceles venezolanas. Llevaba un año preso, aislado. Sólo permitieron una visita de su hija. Tenía 55 años. Es indignante! El Estado es responsable de la salud de la persona bajo su custodia.
— Alfredo Romero (@alfredoromero) December 6, 2025
Díaz governou o estado de Nova Esparta entre 2017 e 2021 e também já foi prefeito de Porlamar. Ele foi detido em novembro de 2024, no auge da crise após a eleição contestada de Maduro. Dias antes de ser preso, ele havia denunciado a falta de transparência na apuração dos resultados e criticado o colapso elétrico em Nova Esparta.
