A ex-superintendente de Risco Operacional do Banco Máxima, Paula Silveira, contestou a autoria de documentos do Banco Master nos quais aparece como responsável técnica, apesar de não manter vínculo com a instituição há quase seis anos.
Em declaração, ela afirmou não ter participado da produção de qualquer material relacionado ao banco após seu desligamento, em julho de 2020. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
O nome da executiva consta em arquivos ligados à área de compliance do Master, elaborados em 2025. No entanto, segundo Silveira, ela não teve acesso a sistemas, documentos ou qualquer atividade da instituição desde que deixou o antigo Banco Máxima — estrutura que antecedeu o Master.
A ex-executiva também negou qualquer relação profissional com o escritório Barci de Moraes Advogados, comandado por Viviane Barci, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. De acordo com ela, nunca participou, direta ou indiretamente, de serviços prestados pela banca ao banco.
Em nota, Silveira afirmou que a inclusão de seu nome em documentos recentes pode indicar irregularidades.
“A utilização do meu nome em materiais produzidos após o meu desligamento levanta, inclusive, a possibilidade de uso indevido de credenciais ou informações profissionais, situação que está sendo apurada”, declarou.
Apurações apontaram que o escritório ligado a Viviane Barci recebeu valores significativamente superiores aos pagos a outros profissionais envolvidos na elaboração de políticas internas do banco, mesmo em um período próximo ao início das apurações conduzidas pela advogada.
Além de Silveira, outras pessoas e ao menos um escritório de advocacia sem ligação com a banca mencionada também aparecem como autores de documentos do Master, embora afirmem não ter tido interação com o grupo.
Atualmente, a ex-superintendente trabalha no Citibank e reforçou que não possui qualquer relação com os fatos investigados.
