Em depoimento à Câmara dos Deputados, o ex-funcionário do Departamento de Estado dos Estados Unidos Mike Benz afirmou que a agência americana USAID tinha uma parceria com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o objetivo de ensinar a censurar manifestações políticas da direita na internet.
Segundo Benz, a ação visava a “ensinar o TSE a censurar” e estava disfarçada de um esforço para combater a desinformação. Ele descreveu a iniciativa como uma “ação parasitária” de censura, justificada com o pretexto de fortalecer as instituições.
O ex-secretário, que atuou durante o primeiro mandato de Donald Trump, declarou que essa colaboração entre a USAID e o TSE se intensificou na gestão de Joe Biden. Ele ressaltou que “muita coisa foi feita durante a administração Trump, mas sem o conhecimento do presidente”.
Benz citou o Projeto Comprova, um consórcio entre vários veículos de mídia financiado pela USAID. Ele explicou que, após a parceria, o TSE enviava conteúdos com potencial de “censura” para serem avaliados por esses verificadores de fatos, que então decidiam se as publicações permaneceriam online.
As informações de Benz indicam que o ministro Luis Roberto Barroso participou de eventos com a USAID para “fortalecer instituições”, questionando por que o magistrado não está sendo investigado criminalmente.
O evento foi divulgado nas redes sociais e na TV Justiça e, durante dois dias, as agências discutiram a desinformação nas redes. Benz criticou a interferência dos Estados Unidos no Brasil, afirmando que sente vergonha de ver impostos americanos sendo usados para tais fins. “Essas ações não saíram do Brasil, saíram dos EUA”, concluiu.
