Donbass é o principal ponto de divergência entre Kiev e Moscou
EUA, Ucrânia e Rússia realizam hoje (23), em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, a 1ª reunião trilateral para negociar o fim da guerra russo-ucraniana, que completa 4 anos em 24 de fevereiro. O encontro segue até sábado (24).
Essa é a 1ª vez, desde o início da invasão russa à Ucrânia, que os três países participam juntos de negociações de paz. Sob o governo de Donald Trump, os EUA assumiram o papel de mediadores do conflito.
Na manhã de hoje, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que as conversas tratarão do controle territorial da região de Donbass, no leste do país. “O Donbass é uma questão central”, disse Zelensky em coletiva on-line.
“Ele será discutido no formato que as três partes considerarem adequado em Abu Dhabi, hoje e amanhã”, completou o ucraniano.
Zelensky é completamente contra a entrega do território ocupado pela Rússia. Antes do início da reunião, porém, o governo russo voltou a exigir a anexação completa do Donbass.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a retirada das forças ucranianas da região é uma “condição muito importante” para o fim da guerra. “É bem conhecido que a posição da Rússia é que a Ucrânia e as Forças Armadas ucranianas devem deixar Donbass. Esta é uma condição muito importante”, declarou.
A disputa pelo controle de Donbass é o principal ponto de divergência entre os dois países. Outro impasse, a entrada da Ucrânia na Otan, foi superado após Zelensky abdicar da adesão em troca do acordo de paz. A Ucrânia obterá segurança dos EUA no pós-guerra.
