"Estão jogando sujo", diz Flávio Bolsonaro quadrilha digital
Brasília, Quinta, 23 de julho de 2026
Justiça

“Estão jogando sujo”, diz Flávio Bolsonaro ao citar ação no TSE contra quadrilha digital

Pré-candidato do PL afirmou que representação apresentada pela campanha busca identificar responsáveis por impulsionamentos com perfis falsos

Flávio Bolsonaro
Foto: Reprodução/ Youtube Flávio Bolsonaro

Compartilhe em

Foto do autor

Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesta quinta-feira (23) que a representação apresentada por sua pré-campanha ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra uma suposta rede de perfis falsos reforça, segundo ele, a existência de uma atuação coordenada para atacar lideranças da direita nas redes sociais. A declaração foi feita durante transmissão ao vivo em seu canal no YouTube.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Ao comentar a ação protocolada pela equipe jurídica de sua campanha, Flávio disse que a estrutura teria sido criada para influenciar o debate público e impulsionar conteúdos negativos contra adversários políticos.

“Nós do PL acionamos o TSE após identificar uma rede de perfis falsos que ataca Flávio. Também tem no pacote o Tarcísio, nosso governador de São Paulo, que é muito atacado também. Eles estão contratando, sabe-se lá com que dinheiro, empresas que montam perfis falsos em rede social”, afirmou.

Segundo o senador, a suposta operação utilizaria milhares de contas temporárias para ampliar o alcance de conteúdos patrocinados.

“Eles criam mais de 20 mil perfis falsos, ficam existentes por uma semana e, nesse período, chegam a impulsionar até R$ 200 mil em determinado conteúdo contra mim. Muitas vezes, esses medidores de sentimento nas redes sociais podem estar sendo fraudados por esse tipo de iniciativa”, declarou.

Flávio afirmou que a representação pede que a Justiça Eleitoral identifique a origem dos recursos empregados nos impulsionamentos e os responsáveis pelas contas.

“Protocolamos isso no TSE esperando que a investigação faça o caminho do dinheiro, descubra quem criou esses perfis e quem financiou essa estrutura. Eles usam CPF falso, cartão de crédito clonado e fazem impulsionamentos em peso colombiano, em dólar e fora do Brasil”, disse.

Na avaliação do parlamentar, o caso representa uma tentativa de manipulação do ambiente digital durante o processo eleitoral.

“Eles não estão brincando. Estão jogando sujo o tempo inteiro e vão continuar jogando. Isso prova como tentam manipular o debate nas redes sociais e atacar a direita com mentiras”, afirmou.

Representação protocolada no TSE

A ação mencionada por Flávio foi apresentada pela advogada da pré-campanha, Maria Claudia Bucchianeri, e pede que a Meta forneça dados técnicos capazes de identificar os administradores das páginas investigadas.

O levantamento aponta investimentos de aproximadamente R$ 3 milhões, além de US$ 20 mil e 42 mil pesos colombianos em impulsionamentos.

De acordo com a equipe jurídica, as páginas possuíam poucos seguidores, mas alcançaram milhões de usuários por meio da publicidade paga. A estimativa apresentada é de que os conteúdos tenham atingido entre 77 milhões e 137 milhões de brasileiros.

Durante coletiva de imprensa na última segunda-feira (20), Bucchianeri afirmou que a estrutura identificada é, ao seu ver, inédita em duas décadas de atuação no Direito Eleitoral e sustentou que os perfis eram criados com documentos falsos, utilizados para impulsionar conteúdos políticos e apagados em seguida para dificultar a identificação dos responsáveis.

Na ocasião, o coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro e líder da Oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que o objetivo da representação é permitir que a Justiça Eleitoral identifique quem está por trás da operação. Segundo ele, entre os principais alvos dos conteúdos patrocinados estariam Flávio Bolsonaro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), e o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL-SC).

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Publicidade