Ex-chanceler afirma que parceria com Pequim serve a sistema tirânico
O ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo publicou uma série de reflexões em sua conta no X (antigo Twitter), associando o alinhamento externo do Brasil a um embate entre liberdade e totalitarismo.
Para Araújo, o país se encontra diante de uma escolha existencial. “Está ficando claro: o povo brasileiro precisa da ajuda dos EUA para se libertar do sistema. O sistema precisa da ajuda da China para tiranizar o povo brasileiro.”
Segundo ele, o debate não se limita ao comércio internacional ou às relações diplomáticas. “Não se trata de uma questão de ‘relações internacionais’, não se trata de saber com qual país temos ou deixamos de ter mais comércio. Trata-se de saber que Brasil queremos, liberto ou tiranizado.”
Está ficando claro:
O povo brasileiro precisa da ajuda dos EUA para se libertar do sistema.
O sistema precisa da ajuda da China para tiranizar o povo brasileiro.
Portanto não se trata de “escolher entre EUA e China”. Trata-se de algo muito mais profundo, o necessário…
— Ernesto Araújo (@ernestofaraujo) July 15, 2025
Em sua análise, os efeitos das parcerias internacionais vão além da política externa. “O tipo de relações com os EUA e com a China é uma consequência dessa escolha. Ao mesmo tempo, a aproximação com um ou com o outro – EUA ou China – reforça poderosamente uma opção ou a outra – liberdade ou totalitarismo.”
Araújo ocupou o cargo de chanceler no governo Jair Bolsonaro entre 2019 e 2021. No período, adotou uma postura crítica à China e buscou maior aproximação com os Estados Unidos, especialmente durante o governo de Donald Trump.
