Eliane Cantanhêde: Deputado apresenta moção de repúdio - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Eliane Cantanhêde: Deputado apresenta moção de repúdio

Eliane: !Tem uma mortezinha aqui e outra ali, 23 feridos daqui e 40 dali"

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Por Redação

O deputado federal Dr. Luiz Ovando (PP-MS) apresentou nesta segunda-feira (23) um requerimento de moção de repúdio contra a jornalista Eliane Cantanhêde, da GloboNews, por causa de um comentário feito durante o programa “Em Pauta”, exibido na última sexta-feira (20). Segundo o parlamentar, a jornalista teria banalizado a morte e relativizado o sofrimento humano ao comentar os ataques do Irã contra Israel.

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Durante o programa, Cantanhêde disse: “Por que os mísseis de Israel destroem Gaza, matam milhares e milhares de pessoas e os mísseis que saem do Irã e efetivamente caem em Israel não matam ninguém? Tem uma mortezinha aqui e outra ali, 23 feridos daqui e 40 dali. Eu não consigo entender porque essa guerra o Irã atinge o alvo e não mata ninguém.”

Na avaliação de Ovando, a declaração vai muito além de uma ironia mal colocada. Para ele, o episódio representa um grave desvio ético e um exemplo claro da degeneração moral de parte da imprensa militante. O deputado aponta que o comentário de Cantanhêde desrespeita o princípio da dignidade da pessoa humana, previsto no artigo 1º da Constituição Federal, além de violar preceitos básicos do Código de Ética dos Jornalistas Profissionais.

O que estamos presenciando é a reedição de práticas nazistas sob linguagem democrática. Hoje, esse modelo disfarçado de jornalismo vem sendo assimilado como o ‘novo normal’ da comunicação política”, alertou o parlamentar no documento.

Ovando também chamou atenção para o que classificou como “cultura perversa instalada nas redações”, onde a vida humana só ganha importância quando atende a determinadas narrativas ideológicas. Segundo o deputado, o episódio na GloboNews evidencia um processo de desumanização do adversário político, típico de regimes autoritários.

Para o congressista, a atitude da jornalista não se trata de liberdade de expressão, mas de uma postura irresponsável e desrespeitosa com as vítimas. Ele também lembrou que a audiência das grandes emissoras tem caído justamente por causa desse tipo de comportamento editorial.

Não se trata de censura. Trata-se de responsabilidade. Liberdade de expressão não é licença para zombar da vida”, afirmou.

Ao final do requerimento, Ovando pediu que a moção de repúdio seja encaminhada não apenas à direção da GloboNews, mas também à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), como um recado formal do Parlamento contra o que chamou de desumanização travestida de jornalismo.

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