Eduardo Bolsonaro volta a ameaçar Motta e Alcolumbre com Magnitsky - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Eduardo Bolsonaro volta a ameaçar Motta e Alcolumbre com Magnitsky

Eduardo Bolsonaro volta a ameaçar Motta e Alcolumbre com sanções dos EUA
Ação da PF contra Bolsonaro: evidência plantada ou prova de crime?

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Por Redação

Parlamentar descartou sua candidatura ao Senado em 2026

O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) defendeu nesta terça-feira (5) que os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) sejam sejam alvo de sanções da Lei Magnitsky. As sanções seriam aplicadas caso os parlamentares não pautem propostas de anistia a envolvidos em atos golpistas e o impeachment de Alexandre de Moraes.

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O parlamentar também reforçou que ministros do STF que condenarem seu pai sofrereram punições norte-americanas. Bolsonaro é réu no STF por crimes como por suposta tentativa de golpe de Estado, com julgamento previsto para setembro.

Eduardo afirmou que as sanções da Lei Magnitsky contra os ministros do STF só seriam aplicadas após uma eventual condenação de seu pai. “Se os outros [ministros do STF] porventura vierem a condenar Jair Bolsonaro, aí poderão estar, sim, atraindo para eles esse holofote das sanções”, disse.

Atualmente, apenas Moraes foi punido por Trump com sanções da Lei Magnitsky, que proíbem o magistrado de viajar aos EUA e de fazer transações econômicas com empresas americanas. Eduardo disse que também está articulando sanções à esposa de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes, a quem chamou de “braço financeiro de Moraes”.

O filho do ex-presidente citou a punição do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que teve o visto revogado, como exemplo para as ameaças contra Motta e Alcolumbre. Segundo Eduardo, Pacheco foi punido por não pautar pedidos de impeachment de Moraes, sendo visto como “parte, como peça desse regime”.

Em resposta velada, Hugo Motta minimizou as críticas de Eduardo, afirmando que a Câmara “seguirá funcionando dentro dos limites constitucionais, com equilíbrio e responsabilidade institucional”.

Eduardo Bolsonaro descartou sua candidatura ao Senado por São Paulo em 2026, pois acredita que estará inelegível. Ele indicou que apoiará nomes como o deputado estadual Gil Diniz (PL), o deputado federal Marco Feliciano (PL) ou o secretário estadual de Segurança, Guilherme Derrite (PP).

Sobre a disputa presidencial de 2026, Eduardo evitou mencionar um nome para o apoio da família. Ele afastou a possibilidade de o governador Tarcísio de Freitas se comprometer a enfrentar o STF por um indulto.

“O perfil do Tarcísio é mais do diálogo”, disse, indicando que a defesa de um indulto com confronto direto com a Suprema Corte continua sendo um requisito prioritário para o apoio de Bolsonaro a um pré-candidato.

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