O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) defendeu a manobra de seu partido que o colocou na liderança da minoria na Câmara, uma medida que o protege de perder o mandato por excesso de faltas.
Em entrevista ao programa Alive, do canal Cláudio Dantas, Eduardo justificou suas ausências em Brasília, alegando que seu “trabalho” nos Estados Unidos é vital para “denunciar o regime” e que poucos outros parlamentares conseguiriam fazê-lo.
O PL, maior partido de oposição na Câmara, indicou Eduardo para o cargo. A manobra se dá porque, pelo regimento da Casa, o líder da minoria não tem as ausências contabilizadas, garantindo seu mandato enquanto ele permanece no exterior.
A atual líder, Caroline de Toni (PL-SC), cedeu o posto para ele, afirmando que a decisão é uma forma de proteger Eduardo, que, segundo ela, seria “perseguido” se retornasse ao Brasil.
Eduardo Bolsonaro afirmou que sua missão nos EUA, iniciada em fevereiro, é fundamental para o movimento conservador brasileiro. “O trabalho que eu desempenho aqui seria muito complicado, para não dizer que é impossível, ser exercido por outra pessoa”, justificou
O deputado alegou que suas relações de confiança com pessoas no governo de Donald Trump são únicas e que ele já “abriu mão de tudo” em prol de sua causa.
O parlamentar revelou que, para ele, a anistia para os envolvidos no 8 de janeiro é a única forma de “pacificar o país”. No entanto, ele não acredita que a proposta de Paulinho da Força (Solidariedade-SP), que foca na redução de penas, será suficiente. Eduardo Bolsonaro declarou que não vai “mudar sua conduta” e que está “para o tudo ou nada”.
“Eu quero que o pessoal da Suprema Corte [ministros] me vejam como um radical, eu não vou parar”, afirmou no Alive. Eduardo só planeja retornar ao Brasil e se candidatar ao Senado por São Paulo se uma anistia ampla for aprovada, algo que, segundo ele, só aconteceria se houvesse uma normalidade política minimamente estabelecida.
