Deputado mantém exigências: anistia, saída de Moraes do STF e voto impresso em 2026
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) recalculou sua estratégia contra o STF e passou a defender nos últimos dias, junto ao governo Donald Trump, que eventuais sanções dos EUA se concentrem exclusivamente no ministro Alexandre de Moraes e sua esposa.
O movimento para poupar outros ministros, já alcançados pela anulação de vistos, seria um gesto de “boa vontade” para se buscar uma saída institucional ao regime de perseguição instaurado pela Corte. A informação revelada pelo Globo foi confirmada por este site.
Aliados afirmam que Eduardo atendeu a apelos internos e externos para tentar reduzir o escopo de aplicação da Lei Global Magnitsky, que autoriza bloqueio de bens e contas no exterior de autoridades envolvidas em violações de direitos humanos e corrupção.
A expectativa do grupo é que Moraes seja o único alvo na primeira leva de sanções, prevista para ser anunciada ainda nesta semana.
A perspectiva é de que, ao isolar Moraes, os demais ministros possam reavaliar sua postura diante do impasse. O deputado reafirmou três condições para qualquer acordo: anistia ampla e irrestrita; a saída de Moraes da Corte e a realização das eleições de 2026 com voto impresso e auditável.
Magistrados, no entanto, apontam que nenhuma dessas exigências tem apoio no tribunal e veem baixa chance de que a trégua prospere.
