O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos, busca convencer países da Europa e do Mercosul a se unirem ao governo americano na imposição de sanções ao ministro do STF, Alexandre de Moraes.
Em entrevista ao Metrópoles nesta terça-feira (5), o parlamentar detalhou seus planos, pedindo que as nações reajam ao que ele chama de ameaça à democracia no Brasil. Na segunda (4), após a ordem de prisão do pai, o deputado disse que estava triste, mas não surpreso.
Eduardo Bolsonaro, que está em licença do seu mandato desde março, pediu a Argentina que considere ativar a Cláusula Democrática do Mercosul. Para a União Europeia, ele solicitou que sigam o exemplo dos Estados Unidos e sancionem Moraes por “violação dos direitos humanos”.
A cláusula estabele que, para um país entrar ou permanecer no Mercosul, deve haver plena vigência das instituições democráticas. Caso haja uma ruptura ou violações de princípios fundamentais, os membros do bloco podem aplicar sanções.
Segundo ele, a ação no Mercosul não é apenas sobre o Brasil, mas sobre “impedir uma nova Venezuela de surgir na América do Sul”.
O deputado planeja viajar para a Europa assim que tiver certeza de que não está na lista de procurados da Interpol. No programa Alive, Paulo Figueiredo, braço direito de Eduardo, anunciou que a dupla fará uma “turnê” pelo continente para tentar mais sanções a Moraes.
Eduardo Bolsonaro também expressou a opinião de que o melhor caminho seria os EUA não aplicarem mais tarifas contra o Brasil e, em vez disso, concentrarem as sanções em autoridades brasileiras.
