Eduardo diz que mora de aluguel nos EUA e vive de “renda passiva”
Brasília, Terça, 21 de julho de 2026
Política

Eduardo diz que mora de aluguel nos EUA e vive de “renda passiva”

Ex-parlamentar negou controlar finanças do filme “Dark Horse”

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Por Redação

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) negou que recursos ligados a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, destinados ao filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tenham sido usados para custear sua permanência nos Estados Unidos.

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Em entrevista ao “Paulo Figueiredo Show”, no domingo (17), Eduardo afirmou que mora de aluguel no país e desmentiu informações de que teria comprado uma casa nos EUA. Disse ainda que o endereço e a residência divulgados como sendo o local onde supostamente estaria morando “não são verídicos”.

O ex-parlamentar afirmou que vive nos Estados Unidos com recursos de “renda passiva”. Ele citou os R$ 2 milhões arrecadados via Pix em campanha organizada por Jair Bolsonaro, mas não detalhou outras fontes de renda.

Eduardo negou ter recebido dinheiro do fundo Havengate, mas confirmou que contratou o advogado Paulo Calixto, representante legal do fundo, para tratar de questões migratórias e “ajudar nessa questão de fundos etc”.

O fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas, aparece em documentos como destinatário de transferências relacionadas a Vorcaro.

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro também negou qualquer relação direta com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. “Categoricamente, não tem nada disso”, afirmou ao negar reuniões, mensagens, ligações ou contatos envolvendo o filme.

Eduardo declarou ainda que “não teve nenhuma” relação com Vorcaro: “Poderia ter tido, mas não tive nenhuma (relação).”

Segundo o ex-deputado, o projeto do filme sobre Jair surgiu como uma estratégia de “batalha cultural” para contar a história do ex-presidente sob outra perspectiva. Ele também negou que houvesse qualquer contrapartida ao aporte financeiro de Vorcaro na produção.

“A gente só tinha a oferecer a ele exposição para ele ser perseguido. Qual era a contrapartida do Vorcaro?”, disse durante a live com Figueiredo.

Eduardo afirmou também ter investido US$ 50 mil na fase inicial do projeto para garantir um contrato com o diretor Cyrus Nowrasteh. Disse ainda que o documento em que aparece como produtor-executivo, divulgado recentemente pelo The Intercept, era provisório e antigo.

O ex-parlamentar negou atuar como produtor ou diretor do longa e afirmou não ter controle sobre as finanças da produção.

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