O dólar comercial voltou a fechar acima de R$ 5,70 nesta segunda-feira (17). A moeda norte-americana encerrou o dia em R$ 5,71, com alta de 0,29%, após ter fechado em R$ 5,696 na sexta-feira (14), o menor patamar desde novembro de 2024. O dia foi marcado pelo feriado do Dia do Presidente nos Estados Unidos, o que impactou a movimentação dos mercados.
Investidores reagiram ao noticiário econômico do Brasil e às incertezas em relação às medidas tarifárias em vigor nos Estados Unidos. A prévia do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil, medida pelo IBC-Br (Índice de Atividade Econômica) do Banco Central, registrou crescimento de 3,8% em 2024, em comparação a 2023.
De acordo com o Banco Central, essa foi a maior alta desde 2021, quando o país começava a se recuperar dos impactos da pandemia de covid-19. Os dados demonstram um aquecimento da economia, mesmo com a taxa básica de juros (Selic) mantida acima de 10% por mais de três anos.
No entanto, em dezembro, o IBC-Br recuou 0,7% em relação a novembro, na série com ajuste sazonal, apontando um desaquecimento da economia no último trimestre de 2024. Esse ritmo mais lento sugere que o Banco Central pode interromper o ciclo de altas da Selic, e a taxa poderá ficar abaixo de 15,25% na reunião de junho. A mediana das estimativas do mercado financeiro aponta que esse será o nível da Selic em meados de 2025.
Investidores acompanharam as declarações do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, e do diretor de Política Monetária, Nilton David, durante evento da Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio). Durigan afirmou que a reforma tributária sobre a renda não terá impacto fiscal e deverá aumentar a carga tributária para 150 mil brasileiros ricos.
Por sua vez, Nilton declarou que a taxa Selic deve subir para um patamar considerado “seguro” para controlar a inflação, ressaltando que as incertezas no mercado financeiro diminuíram em comparação com dezembro.
No cenário internacional, o feriado nos Estados Unidos resultou em menor movimentação nos mercados globais, enquanto investidores mantêm atenção nas tratativas para o fim da guerra na Ucrânia e nas tarifas comerciais impostas pelos EUA.
