Documentário do Financial Times expõe dilemas e riscos da Petrobras sob Lula - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Documentário do Financial Times expõe dilemas e riscos da Petrobras sob Lula

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Por Redação

Filme destaca escândalos de corrupção, perdas bilionárias e uso político da estatal

A Petrobras voltou a ser centro de um debate internacional sobre sua condução e papel estratégico. Um documentário lançado nesta quarta-feira (4) pelo Financial Times, um dos jornais mais respeitados do mundo, traça um retrato profundo da estatal brasileira, elogiando sua capacidade técnica, mas alertando para os riscos do retorno ao uso político sob o terceiro mandato de Lula.

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Intitulado “Petrobras: Abastecendo o Futuro ou Presa no Passado?”, o filme britânico levanta um questionamento direto: a companhia está realmente voltada ao futuro ou apenas repetindo os erros de gestões passadas?

O conteúdo faz uma cronologia da ascensão da empresa desde os tempos do “petróleo é nosso” até se tornar uma potência mundial no setor de águas ultraprofundas. Mas a narrativa é entrecortada por denúncias, escândalos e decisões econômicas desastrosas.

A Lava Jato ocupa lugar central na abordagem, classificada como “o maior caso de corrupção internacional da história” pelo Departamento de Justiça dos EUA.

O documentário relembra como um cartel de empreiteiras comprava contratos da Petrobras com propina, envolvendo políticos e altos executivos, inclusive Lula, condenado no caso do triplex, com a ressalva de que sua pena foi anulada posteriormente.

Durante o governo Dilma Rousseff, o filme recorda a interferência direta nos preços dos combustíveis, o que resultou em perdas superiores a US$ 30 bilhões para a companhia.

A atual guinada do governo petista, com promessas de retomada de obras paradas como a Refinaria Abreu e Lima e o Estaleiro Atlântico Sul, é vista com ceticismo, já que tais empreendimentos causaram prejuízos bilionários no passado.

Especialistas entrevistados alertam para o conflito entre o controle estatal e os acionistas privados. Embora o governo tenha menos ações, detém a maioria dos votos e influencia diretamente o comando da empresa.

Pode haver um governo que decide realizar projetos deficitários por motivações políticas”, afirmou Jonathan Wheatley, ex-correspondente do FT no Brasil.

A instabilidade na presidência da estatal é apontada como outro problema crônico.

A média de permanência de um presidente da Petrobras é de um ano e meio. Nenhuma empresa do mundo avança com esse nível de volatilidade”, criticou o ex-presidente da estatal Roberto Castelo Branco.

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