Do Terrorismo ao Motim e a Narrativa que Justifica o Arbítrio - Claudio Dantas
Brasília, Domingo, 21 de junho de 2026
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Do Terrorismo ao Motim e a Narrativa que Justifica o Arbítrio

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Por Claudio Dantas

A depredação dos prédios públicos no 8 de janeiro de 2023 foi classificada imediatamente pela mídia tradicional como ‘terrorismo’. A narrativa, que desprezou atos semelhantes de partidos e movimentos de esquerda no passado recente, sustentou prisões arbitrárias em massa e a deflagração de uma caça às bruxas na direita – com direito à intervenção federal no governo do Distrito Federal e imediato afastamento de seu governador legitimamente eleito.

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Pouco tempo depois, os terroristas passaram a ser chamados de golpistas, com o claro objetivo de favorecer a narrativa jurídica que enquadraria Jair Bolsonaro, Filipe Martins, Braga Netto, Daniel Silveira e milhares de cidadãos comuns numa trama armada que visou tirar Lula do poder e assassinar Alexandre de Moraes. Inventou-se até uma minuta golpista, a “prova incontestável” do plano de ataque ao Estado Democrático de Direito.

Hoje, a história do 8 de janeiro se repete como farsa com a mídia chamando de ‘motim’ o movimento de ocupação da Mesa Diretora da Câmara e do Senado por parlamentares de oposição, que exigem a apreciação da anistia e das dezenas de pedidos de impeachment de Moraes. Ao classificá-los como ‘amotinados’, jornalistas sem apego à ética reforçam a narrativa da esquerda, que, pasmem, foi quem inaugurou esse tipo de protesto com Gleisi Hoffmann, Fátima Bezerra e Kátia Abreu acampando na Mesa do Senado.

A hipocrisia levou parlamentares governistas a chamarem até o Conselho Tutelar para tomar da deputada Júlia Zanatta sua filha de 4 meses, levada ao colo para o plenário — embora outras de esquerda já tenham feito o mesmo. O objetivo, claro, é criminalizar a oposição e justificar sua perseguição pelo Supremo; a censura e as prisões ilegais de Jair Bolsonaro, Filipe Martins, Daniel Silveira e de milhares de cidadãos comuns.

Poucas coisas são mais fortes do que a palavra; que, repetida mil vezes, é capaz de transformar uma mentira em verdade, modificando a compreensão da realidade e até a realidade em si, normalizando crimes e comportamentos hediondos. É uma estratégia recorrente por parte dos propagandistas de regimes autoritários; de ditabrandas e duras. Quando ela é feita com sutileza ao longo do tempo, muda até a cultura de uma nação.

É capaz de inviabilizar sociedades prósperas e democráticas, matando-as por dentro, como um câncer silencioso que se alastra até a metástase.

Ao longo de décadas, de forma silenciosa como um câncer, a esquerda no Brasil conseguiu impor à sociedade brasileira uma agenda de autodestruição; relativizando o direito à propriedade, dessacralizando a vida; deslocando o foco da assistência social, da vítima para o criminoso; radicalizando a sociedade. Com um discurso de preservação do meio ambiente, congelou-se ativos estratégicos, inviabilizando o desenvolvimento.

Enfraquecendo o poder econômico e militar do país, pulverizou-se a soberania.

Multiplicando sindicatos, consolidou-se uma cultura de judicialização — especialmente na esfera trabalhista –, que drena bilhões da economia e transforma em insanidade o simples e essencial ato de empreender. Com a narrativa regulatória, fez-se do Estado um mastodonte burocrático que transforma a vida de qualquer cidadão num inferno diário de despachos, fotocópias, filas e taxas. Um Custo Brasil que retira de uma sociedade criativa seu dinamismo e a empobrece.

Acuse-os do que você faz, chame-os do que você é. E repita mil, 1 milhão, 100 milhões de vezes.

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