Diretor da PF esteve em evento patrocinado pelo Master
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Diretor da PF esteve em evento patrocinado pelo Master

Relatório que questionava Toffoli citou fórum financiado por banco investigado, mas encontro também reuniu Andrei Rodrigues

O encontro citado no relatório, o 10º Fórum Jurídico – Brasil de Ideias, ocorreu entre 24 e 26 de abril de 2024, em Londres. Foto: Washington Costa/MPO

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Por Redação

A presença do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli em um evento patrocinado pelo Banco Master, apontada pela Polícia Federal como indício de proximidade com o banqueiro Daniel Vorcaro, também envolveu outras autoridades — entre elas o próprio diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues. As informações foram reveladas pelo portal Poder360.

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O encontro citado no relatório, o 10º Fórum Jurídico – Brasil de Ideias, ocorreu entre 24 e 26 de abril de 2024, em Londres, com financiamento do banco investigado. Além do ministro, participaram representantes dos três Poderes, incluindo o ministro do STF Alexandre de Moraes.

O documento da Polícia Federal, com cerca de 200 páginas, foi entregue ao presidente da Corte, Luiz Edson Fachin. Após discussão interna, o tribunal rejeitou a suspeição do ministro e redistribuiu o processo para André Mendonça.

Embora mantido sob sigilo, o relatório apontou quatro fundamentos principais:

Eventos patrocinados — participação em encontros financiados pelo banco foi tratada como indicativo de relação pessoal.

Resort da família — investigadores citaram participação de investidor ligado ao banqueiro em empreendimento pertencente à família do magistrado; o ministro afirma não ter recebido recursos do empresário e diz que as operações foram declaradas.

Vínculo profissional indireto — a advogada Roberta Rangel, ex-esposa do ministro, atuou em escritório que teve o banqueiro como cliente antes do escândalo financeiro.

Mensagens — conversas sugeririam alinhamento de interesses, embora o voto final do magistrado tenha sido contrário ao pleito do empresário.

Toffoli relatava investigação ligada à tentativa de aquisição do Banco Master pelo banco estatal de Brasília e à operação policial que apura crimes financeiros. O caso chegou ao Supremo por envolver autoridades com foro privilegiado.

O ministro também determinou que novas diligências fossem previamente autorizadas pela Corte, entendimento baseado na possibilidade de investigados com prerrogativa de função.

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