ALive: Direita precisa desfazer “lixo comunista” na economia
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

ALive: Direita precisa desfazer “lixo comunista” na economia do Brasil

Reforma tributária e burocracia petista travam a economia e prejudicam empresários

ALive: Direita precisa desfazer “lixo comunista” na economia do Brasil
Foto: Reprodução/YouTube @ClaudioDantasOficial

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

No ALive desta segunda-feira (16), o apresentador Claudio Dantas defendeu que um governo de direita que assuma a Presidência da República desfaça todos os atos de Fernando Haddad (PT), ministro da Fazenda de Lula (PT), na economia do país.

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Para Dantas, a reforma tributária aprovada no governo Lula (PT) é um “lixo comunista” que deve ser anulada. Defendeu também a reversão de “todas as medidas [petistas] que estão atravancando de forma burocrática” a economia brasileira: “Estão criando burocracia para o empresário, de todos os setores”.

O jornalista afirmou esperar que Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência apoiado pelo pai, “cada vez reforce mais” seu discurso econômico e “traga efetivamente propostas concretas para a área econômica”. “É uma demanda, é uma exigência do eleitor, e numa boa, para mim está muito fácil”, disse Dantas.

Ele também criticou a entrada da BYD no Brasil. Segundo Dantas, a empresa é “deletéria para a economia” por se estabelecer no país, receber isenção fiscal e trazer chineses para trabalhar, em vez de contratar brasileiros. “É inacreditável esse negócio. […] Tem que desfazer cada medida dessa. E tem que proibir esse tipo de sacanagem”, afirmou. “Vai gerar emprego para brasileiro? Não. Está trazendo 10 mil chineses para trabalhar no Brasil”.

“É um governo que joga contra, um partido, é um partido e suas lideranças jogam contra [o Brasil] o tempo inteiro. Jogam contra o Brasil e o brasileiro o tempo inteiro. E a oposição tem que martelar essa merda todo dia”, completou Dantas. “Está tomando espaço do profissional brasileiro. Isso é crime de lesa-pátria. Está roubando o posto de trabalho do brasileiro. E de graça”.

Foto: Reprodução/YouTube @ClaudioDantasOficial

O analista financeiro Hugo Queiroz, que participou do ALive, afirmou que a economia brasileira “não vai bem”: “A gente tem visto os números das companhias enfraquecidos e, quando pegamos a questão da política monetária, para lidar com o gasto e a inflação, vemos juros altos. Esses juros altos aliados à atividade mais fraca geram dificuldade e desafio para as empresas”.

Queiroz citou casos recentes de grandes companhias com problemas financeiros, como Raízen, Grupo Pão de Açúcar, Lojas Americanas e Casas Bahia: “[São] juros altos impactando o valor das companhias e trazendo risco financeiro. Ou seja, o que a empresa gera hoje de atividade, de resultado, não é capaz de pagar nem juros e nem principal. A solução encontrada é vender ativos ou renegociar dívidas”.

“As empresas organizam e estruturam planejamento de médio e longo prazo, de 5 a 10 anos, e estamos há 4 anos num ciclo de aperto monetário, sem perspectiva de mudança nos próximos 12 a 18 meses”, disse Queiroz. “As empresas precisam se proteger ou resguardar sua atividade e acabam adotando reestruturação do passivo para ganhar fôlego, gerar mais caixa, ter mais capital dentro da empresa e honrar os vencimentos de dívida”.

Segundo o analista, o caos econômico brasileiro também “impacta investidores menores”, não são só os bancos que sofrem com renegociação e reestruturação. “É um impacto importante que temos visto acontecer por conta do ciclo econômico e de um modelo econômico inadequado”.

“Uma gastança pública gera inflação, e a política monetária para conter essa inflação deixa juros mais altos, enforcando as companhias”, afirmou. Queiroz ainda disse que o suposto “crescimento conjuntural” do Brasil é “voo de galinha”: “É marca do governo petista esse voo da galinha para iludir e enganar eleitor. Falam que o Brasil cresce, mas crescemos muito abaixo dos emergentes e perdemos oportunidades de crescimento”.

“Esse é o modelo que temos nos últimos quatro anos. Se não quebrarmos essa espinha, será muito pior nos próximos dois ou três anos, muito pior mesmo”, completou.

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