Dirceu: Não pode ser mais ‘Lulinha paz e amor’
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Dirceu: Não pode ser mais ‘Lulinha paz e amor’

Dirceu diz que Lula não pode ser mais ‘Lulinha paz e amor’, ataca Flávio e lança jingle de campanha
Dirceu diz que Lula não pode ser mais ‘Lulinha paz e amor’, ataca Flávio e lança jingle de campanha

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Ao som de um jingle de campanha, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu transformou a comemoração de seus 80 anos em um ato político e convocou o PT a ir às ruas para reeleger o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A declaração foi feita na noite de ontem (17), em Brasília.

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“Nós temos que dizer claramente para o povo brasileiro: esta não é uma campanha do Lulinha paz e amor. Esta vai ser uma campanha que nós temos de conquistar a maioria do povo brasileiro”, declarou.

O ex-ministro também afirmou que a disputa será “de combate” e mencionou a necessidade de uma “revolução” política e social.

Cassado em 2005 e condenado no caso do mensalão, o ex-ministro tenta retornar à Câmara mais de duas décadas depois.

“Quero ajudar o presidente Lula”, disse.

Flávio é preocupação e assunto

Durante o discurso, Dirceu criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como possível adversário de Lula.

Ele afirmou que o parlamentar é “golpista como o pai”, em referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Dirceu também declarou que um eventual governo de Flávio estaria alinhado a interesses externos.

“O Brasil governado por ele será governado pelo Trump e pelos interesses dos Estados Unidos”, disse.

Em outro momento, reforçou o argumento:

“Ele tomou um lado no mundo hoje, o lado do Trump, o lado da guerra. E nós não podemos em nenhum momento imaginar o Brasil governado por ele, o Brasil será governado pelo Trump, pelos interesses dos Estados Unidos”.

Defesa de mobilização e alerta político

Dirceu afirmou que o cenário exige mobilização política do partido.

“Não é pouca coisa que está em risco”, declarou.

Ele também fez referência a investigações recentes, ao citar casos envolvendo o Banco Master e o INSS, e pediu cautela no discurso de combate à corrupção.

“É verdade que é preciso ir a fundo no caso do Master e do INSS, mas é preciso lembrar do Jânio Quadros, do Collor e do Bolsonaro. A ditadura foi dada em nome da luta contra a corrupção em primeiro lugar, depois a subversão”, afirmou.

O ex-ministro acrescentou:

“A pretexto de combater a corrupção, querem roubar de nossos mãos o projeto de desenvolvimento nacional”.

A elite política do PT em Brasília

A comemoração foi realizada no restaurante Mangai, no Lago Sul, em Brasília.

A festa reuniu integrantes do governo, parlamentares e figuras políticas de diferentes correntes. Estiveram presentes o vice-presidente Geraldo Alckmin, os ministros Gleisi Hoffmann, José Múcio, Esther Dweck e Camilo Santana, além do presidente do PT, Edinho Silva. Também participaram os deputados José Guimarães e Paulo Pimenta, o senador Lindbergh Farias, a senadora Eliziane Gama, o ex-governador do DF Agnelo Queiroz, o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia, o presidente da Caixa Carlos Vieira e a jornalista Lurian Lula da Silva.

Geraldo Alckmin na festa de Zé Dirceu. Foto: Mariana Albuquerque/ Claudio Dantas

Jingle e pré-campanha

Dirceu também apresentou o jingle de sua pré-campanha durante o evento.

O refrão, tocado no local, dizia: “Eu e você/Você e eu/‘Tamos’ do seu lado, Zé Dirceu”.

A celebração contou com exibição de vídeos sobre a trajetória política do ex-ministro e reuniu militantes e figuras ligadas ao PT.

O encontro também foi marcado pela presença de integrantes históricos do partido e aliados políticos que circulam nos bastidores de Brasília.

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