O marido resiste, mas pode mudar de ideia
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ganha força no PL como possível candidata à Presidência em 2026. Pesquisas de intenção de voto reforçam o potencial da candidatura, antes vista com reservas.
Três levantamentos recentes indicam crescimento. No AtlasIntel, Michelle alcança 49,8%, contra 45,3% de Lula. No Rio de Janeiro, a Paraná Pesquisas aponta empate técnico no primeiro turno: 33,6% para a ex-primeira-dama e 32,8% para o petista.
Em Mato Grosso do Sul, ela lidera com 55,2% contra 30,4% de Lula em um eventual segundo turno. O PL considera a candidatura de Michelle há tempos. O partido demonstrou confiança ao nomeá-la presidente do PL Mulher e confiar a ela parte da campanha de Bolsonaro em 2022.
O ex-presidente, porém, resiste à ideia. Bolsonaro avalia que a esposa carece de experiência política para disputar o Planalto. Ele espera que novas pesquisas também testem o nome do filho Eduardo, sua primeira opção.
Outros nomes da direita, como Ronaldo Caiado, Tarcísio de Freitas e Romeu Zema, surgem como opções. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirma que a decisão final caberá a Bolsonaro.
Em maio, Michelle mandou demitir Fábio Wajngarten por uma crítica feita numa conversa privada vazada para o UOL. Em reação, o ex-Secom costurou uma capa da Veja com Eduardo, mostrando sua penetração na mídia e que segue com cacife no núcleo familiar.
