Delegados da PF anunciam paralisação de inquéritos
Brasília, Sexta, 19 de junho de 2026
Justiça

Delegados da PF anunciam paralisação de inquéritos

Medida ocorre após governo Lula não enviar ao Congresso projeto que cria fundo contra o crime organizado

PF desmonta fraude de R$ 2 mi com idosos fakes em MG
Foto: Polícia Federal

Compartilhe em

Foto do autor

Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) anunciou uma série de medidas após a ausência de encaminhamento ao Congresso Nacional do projeto de lei que cria o Fundo de Combate às Organizações Criminosas (FUNCOC).

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Entre as ações aprovadas ontem (09) pela categoria está a implementação do chamado “E-Pol Zero”. A medida prevê a paralisação de despachos em inquéritos policiais no sistema eletrônico da PF em todo o país.

Além da suspensão de despachos, os delegados anunciaram a interrupção de outras atividades internas. Entre elas está a suspensão de registros e procedimentos administrativos ligados a investigações e operações policiais.

A ADPF informou, porém, que continuarão sendo atendidos “casos essenciais”, como prisões em flagrante, situações de risco iminente à vida, proteção de menores e idosos e ações de combate ao tráfico de pessoas.

Nas atividades de polícia de migração, relacionadas à emissão de passaportes, novos agendamentos serão suspensos.

A proposta de criação do fundo foi apresentada e prometida pelo então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, que atualmente não está mais à frente da pasta.

O projeto prevê o uso de recursos provenientes da descapitalização de organizações criminosas, como bens apreendidos e confiscados, para financiar ações de combate ao crime organizado e fortalecer a estrutura investigativa da PF.

Para o presidente da associação, Edvandir Paiva, o fortalecimento institucional da PF “é essencial para o enfrentamento efetivo das organizações criminosas que atuam em todo o país”: “Trata-se de uma medida estruturante para a segurança pública e para a proteção da sociedade”.

A entidade afirma ainda que a PF enfrenta dificuldades para manter a atratividade das carreiras e reter profissionais. Segundo a ADPF, mudanças legislativas recentes ampliaram as atribuições da instituição sem garantir fontes diretas de financiamento para as atividades.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade