Delegado da PF preso em operação contra corrupção integrava comitê da Petrobras Delegado Rodrigo Teixeira, ligado a Alexandre Silveira e integrante de comitê da Petrobras, foi preso na Operação Rejeito por esquema de corrupção na mineração.
Brasília, Sábado, 11 de julho de 2026
Justiça

Delegado da PF preso em operação contra corrupção integrava comitê da Petrobras

Compartilhe em

Foto do autor

Por Redação

Prisão atinge também diretor da ANM em ação que bloqueou R$ 1,5 bilhão

O delegado da Polícia Federal, Rodrigo de Melo Teixeira, foi preso nesta quarta-feira (17) na Operação Rejeito, que investiga um esquema de corrupção em agências federais para liberar autorizações irregulares na mineração. Até a prisão, ele integrava o Comitê de Segurança, Meio Ambiente e Saúde da Petrobras, além de ocupar cargos estratégicos em órgãos do setor de energia.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Apontado como integrante do grupo dos chamados “Silveirinhas”, pessoas de confiança do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, Teixeira ocupava funções de peso. Além da Petrobras, era diretor de Administração e Finanças do Serviço Geológico do Brasil e conselheiro fiscal da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional, as duas ligadas à pasta de Silveira.

Na Petrobras, sua renúncia foi imediata. A companhia confirmou a saída, frisando não ter “qualquer relação com os fatos investigados na Operação Rejeito”. A presença de Teixeira na estatal vinha desde a gestão de Jean Paul Prates, mantida sob a atual presidente Magda Chambriard, mesmo após disputas internas patrocinadas pelo ministro Silveira.

Teixeira já chefiou a Superintendência da PF em Minas Gerais (2018-2019), presidiu a Fundação Estadual de Meio Ambiente na gestão do petista Fernando Pimentel e foi secretário-adjunto de Segurança em Belo Horizonte durante o governo de Alexandre Kalil (PSD). No governo Lula, ocupou até o início deste ano o cargo de diretor administrativo da PF, o terceiro mais alto posto da corporação.

A Operação Rejeito cumpriu 22 mandados de prisão e 79 de busca e apreensão em Minas Gerais, incluindo a prisão do diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM), Caio Mario Seabra. As autoridades também determinaram o bloqueio de R$ 1,5 bilhão.

Segundo as investigações, Teixeira é acusado de ser sócio de uma empresa de mineração envolvida no esquema. O grupo corrompia servidores federais e estaduais para validar licenças ambientais fraudulentas. A ação foi conduzida pela PF em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), com apoio do Ministério Público Federal e da Receita Federal.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Publicidade