A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro afirmou nesta quarta-feira (14) que ele tem colaborado com as autoridades e demonstrou interesse no “esclarecimento completo dos fatos e no encerramento célere do inquérito”. A manifestação ocorreu após a Polícia Federal deflagrar a segunda fase da Operação Compliance Zero, que teve como alvos endereços ligados ao fundador do Banco Master e a familiares.
Em nota, os advogados disseram que Vorcaro permanece disponível para prestar esclarecimentos e garantiram o cumprimento das decisões judiciais.
“O Sr. Vorcaro tem colaborado integral e continuamente com as autoridades competentes. Todas as medidas judiciais determinadas no âmbito da investigação serão atendidas com total transparência”, afirmaram.
Ainda segundo a defesa, “o Sr. Vorcaro permanece à disposição para prestar esclarecimentos sempre que solicitado, reforçando seu interesse no esclarecimento completo dos fatos e no encerramento célere do inquérito”.
Os advogados acrescentaram que confiam no devido processo legal e que atuarão para que as informações sejam tratadas “de forma objetiva e dentro dos limites constitucionais”.
Operação Compliance Zero
Na manhã desta quarta, a Polícia Federal cumpriu 42 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que também autorizou o sequestro e o bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões.
De acordo com a PF, as medidas judiciais buscam interromper a atuação de uma organização criminosa, assegurar a recuperação de ativos e dar continuidade às investigações iniciadas na primeira fase da operação, deflagrada em novembro de 2025.
A Operação Compliance Zero investiga suspeitas de gestão fraudulenta, organização criminosa, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro, além da emissão de títulos de crédito falsos por instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional.
Vorcaro chegou a ser preso na primeira fase da operação, mas foi solto no fim de novembro por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). Ele cumpre medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. Após o avanço das investigações, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master.
