Defesa de Ibaneis nega ingerência no BRB: "não acompanhava"
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Defesa de Ibaneis nega ingerência no BRB: “não acompanhava”

Advogados afirmam que mensagens reforçam ausência de atuação direta do ex-governador

Ibaneis Rocha
Foto: Renato Alves/Agência Brasília

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

A defesa do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) negou, hoje (16), que tenha havido ingerência nas operações entre o BRB e o Banco Master, e afirmou que diálogos obtidos pela Polícia Federal reforçam a ausência de participação direta do ex-chefe do Executivo.

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Em nota, os advogados declararam que as conversas entre o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e o banqueiro Daniel Vorcaro “apenas corrobora, de forma inequívoca” a tese de que Ibaneis não atuou no processo envolvendo as duas instituições.

“O ex-governador não acompanhava, não pressionou e tampouco teve qualquer ingerência em operações realizadas pelas referidas instituições financeiras, tendo assegurado plena autonomia decisória à área técnica do BRB. Caso houvesse participação direta ou acompanhamento próximo por parte do então chefe do poder Executivo nas referidas operações, seria manifestamente desnecessária a solicitação de elaboração de nota técnica destinada ao esclarecimento dos fatos para conhecimento próprio do governador”, diz a nota.

Os diálogos fazem parte de relatório da Polícia Federal que embasou a quarta fase da Operação Compliance Zero, que levou à prisão de Paulo Henrique Costa. Nas mensagens, Vorcaro se refere ao então presidente do BRB como “amigo”, indicando proximidade entre os dois.

Na decisão que autorizou a operação, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, apontou “fortes indícios” de que Paulo Henrique atuava como “verdadeiro mandatário” de Vorcaro.

O ex-presidente do banco é investigado por suspeita de receber cerca de R$ 140 milhões em imóveis como vantagem indevida para viabilizar operações envolvendo o Banco Master. A apuração também indica que ele teria ignorado recomendações internas e aprovado a aquisição de ativos considerados problemáticos.

A atual governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou que a investigação não atinge sua gestão. “o governo é uma instituição, cada um tem um CPF”, declarou.

O caso envolve o BRB, que tem o governo do Distrito Federal como acionista majoritário. A instituição ainda não se manifestou.

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