Defesa de Castro diz ter sido “surpreendida” por operação da PF sobre caso Refit
Brasília, Segunda, 29 de junho de 2026
Política

Defesa de Castro diz ter sido “surpreendida” por operação da PF sobre caso Refit

Ex-governador afirma estar “à disposição da Justiça” após ação que apura suspeitas de fraudes fiscais

Cláudio Castro pede cautela no caso Bacellar, defende ampla defesa e nega relação entre exonerações e operação da PF no Rio
Foto: Rafael Campo/Gov.RJ

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Por Redação

A defesa do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL-RJ) afirmou nesta sexta-feira (15) que foi “surpreendida” pela Operação Sem Refino, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para investigar suspeitas de irregularidades envolvendo o grupo Refit, antigo nome da Refinaria de Manguinhos.

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Durante a ação, agentes federais cumpriram mandado de busca e apreensão na residência de Castro, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, e apreenderam um celular e um tablet do ex-governador.

Em nota, os advogados afirmaram que “ainda não tomou conhecimento do objeto do pedido de busca e apreensão”, mas disseram que Castro está “à disposição da Justiça para dar todas as explicações convicto de sua lisura”.

A defesa também declarou que “todos os procedimentos praticados durante a sua gestão obedeceram aos critérios técnicos e legais previstos na legislação vigente”, incluindo medidas relacionadas à política de incentivos fiscais do estado.

Segundo os representantes do ex-governador, “a gestão Cláudio Castro foi a única a conseguir que a Refinaria de Manguinhos pagasse dívidas com o estado”, acrescentando que os pagamentos realizados somam “montante que se aproxima de R$ 1 bilhão”.

A nota ainda afirma que a Procuradoria-Geral do Estado ingressou com “inúmeras ações contra a Refit”, o que, segundo a defesa, demonstraria atuação institucional do governo para cobrar débitos da empresa.

A Operação Sem Refino investiga suspeitas de fraudes fiscais, ocultação patrimonial, lavagem de dinheiro e evasão de recursos atribuídas a empresas ligadas ao setor de combustíveis. Ao todo, a PF cumpriu 17 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal.

Entre os alvos está o empresário Ricardo Magro, controlador do grupo Refit, que teve prisão preventiva decretada. Como reside nos Estados Unidos, a Polícia Federal solicitou a inclusão de seu nome na Difusão Vermelha da Interpol.

Também são investigados o desembargador Guaraci de Campos Vianna, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o ex-secretário estadual de Fazenda Juliano Pasqual e o ex-procurador-geral do estado Renan Saad.

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