Master: Quase metade dos credores já pediu reembolso ao FGC
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Economia

Quase metade dos credores do Banco Master já pediu reembolso ao FGC

Crise do Banco Master e fraudes no BRB colocam em risco até R$ 30 bilhões em depósitos judiciais no DF e em quatro estados
Foto: Agência Brasil

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

Pagamentos do FGC aos credores do Master começam nesta segunda

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) já recebeu mais de 360 mil solicitações de ressarcimento relacionadas à liquidação do Banco Master, decretada em novembro do ano passado pelo Banco Central (BC).

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Desse total, cerca de 150 mil credores já concluíram o pedido e aguardam o início dos pagamentos, previsto para esta segunda-feira (19). Segundo o fundo, os valores serão quitados à vista.

Os pedidos de ressarcimento podem ser feitos desde 9h30 do último sábado (17), exclusivamente pelos canais oficiais do FGC. Após a finalização da solicitação, o pagamento ocorre em até dois dias úteis, sempre em conta bancária de titularidade do próprio credor.

O procedimento é totalmente digital e varia conforme o perfil do solicitante. Pessoas físicas devem registrar o pedido pelo aplicativo do FGC, enquanto pessoas jurídicas precisam utilizar o site oficial do fundo.

Inicialmente, o FGC estimava 1,6 milhão de credores com direito à garantia. Esse número foi revisado para aproximadamente 800 mil. Apesar da redução, o volume financeiro a ser desembolsado permanece elevado: R$ 40,6 bilhões, ligeiramente abaixo da projeção inicial de R$ 41,3 bilhões.

Mesmo com o pagamento relacionado ao conglomerado Master, o fundo afirma manter situação confortável de liquidez. Em novembro de 2025, o FGC contava com R$ 125 bilhões em caixa.

O FGC garante até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição, para aplicações como conta corrente, poupança, CDB, RDB, LCI, LCA e LCD, respeitado o limite global de R$ 1 milhão a cada quatro anos por investidor.

O Master foi liquidado pelo BC, em novembro, após a identificação de fraudes e incapacidade de honrar compromissos financeiros. O FGC é uma entidade privada mantida por contribuições das instituições financeiras, criada para proteger depositantes em casos de quebra bancária.

Em comunicado, o fundo reforçou que não autoriza intermediários para negociação do recebimento dos valores garantidos, não cobra taxas nem solicita depósitos prévios. O FGC também alertou que não faz contatos por WhatsApp ou SMS, orientando os credores a utilizarem apenas os canais oficiais.

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