CPMI do INSS vai votar convocação de Jorge Messias
Brasília, Sexta, 05 de junho de 2026
Política

CPMI do INSS vai votar convocação de Messias na quinta

O líder do PL no Senado, Carlos Portinho, afirmou que a sabatina de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal deve ser marcada por um placar apertado.
Foto: Agência Brasil

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

Messias ignorou alerta da AGU sobre sindicato do irmão de Lula

O presidente da CPMI do “roubo dos aposentados”, Carlos Viana (Podemos-MG), colocará em pauta, na sessão de quinta-feira (27), o pedido de convocação do advogado-geral da União, Jorge Messias. Anúncio foi feito em postagem no X na madrugada de hoje (25).

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“Em temas que envolvem o interesse público, a verdade sempre encontra seu caminho e o Parlamento existe para permitir que ela apareça”, escreveu Viana na rede social.

Indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), Messias é alvo de críticas por, enquanto AGU, ter ignorado alerta interno do próprio órgão sobre o Sindnapi, que tem o irmão de Lula, Frei Chico, como vice.

Em setembro deste ano, a AGU pediu à Justiça o bloqueio de cerca de R$ 3 bi em bens de 12 entidades associativas e três empresas investigadas por descontos ilegais em benefícios do INSS. O Sindnapi-FS figurava entre os alvos.

No entanto, a ação veio com 1 ano e 5 meses de atraso em relação a um relatório de procuradores da própria AGU, que já identificava o sindicato do irmão de Lula como uma das entidades com aumento expressivo de queixas judiciais e recomendava a suspensão de convênios para coibir fraudes em descontos associativos de aposentados e pensionistas.

Após a revelação da prevaricação, parlamentares da oposição reforçaram a necessidade de ouvir Messias na CPMI. Deputados e senadores querem que o AGU esclareça a blindagem ao Sindnapi.

MESSIAS E O STF

Ontem (24), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), divulgou nota que pautará a sabatina de Messias ao STF “no momento oportuno” e com “absoluta normalidade”, “de maneira que cada senador e cada senadora possa apreciar devidamente a indicação e manifestar livremente seu voto”.

A declaração foi feita após o indicado ao Supremo publicar uma carta aberta afagando Alcolumbre.

O presidente do Senado tinha como favorito para a vaga no STF o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco. Ele chegou a se reunir com Lula para defender o nome. Pacheco também era o favorito dos ministros do próprio STF.

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