CPMI do INSS mira sindicato ligado ao irmão de Lula
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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CPMI do INSS mira sindicato ligado ao irmão de Lula

Documento cita omissão do parentesco de Frei Chico com o presidente da República durante a assinatura de um Acordo de Cooperação Técnica com o INSS
Documento cita omissão do parentesco de Frei Chico com o presidente da República durante a assinatura de um Acordo de Cooperação Técnica com o INSS. Foto: Ricardo Stuckert

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Comissão pede quebra de sigilo de pessoas ligadas ao Sindnapi, onde Frei Chico é vice-presidente

A CPMI que investiga fraudes no INSS aprovou hoje (04) um requerimento para acessar dados sigilosos de pessoas que atuavam em nome do Sindicato Nacional dos Aposentados da Força Sindical (Sindnapi) entre 2015 e 2023. O vice-presidente da entidade é José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão do presidente Lula.

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A aprovação não implica convocação de Frei Chico para depor na comissão.

O caso ganhou repercussão após reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023, que revelaram que entidades ligadas a aposentados arrecadaram R$ 2 bilhões em um ano por meio de descontos compulsórios em benefícios, enquanto acumulavam milhares de processos por fraude em filiações.

As denúncias resultaram em investigações da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União, base para a Operação Sem Desconto, deflagrada em 23 de abril. A ação levou às demissões do presidente do INSS e do então ministro da Previdência, Carlos Lupi.

O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), também solicitou à Polícia Legislativa a intimação de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Já convocado pelo colegiado, o lobista é acusado de intermediar descontos em aposentadorias e de movimentar valores por meio de empresas ligadas a familiares de ex-dirigentes do INSS.

Os requerimentos aprovados pedem à PF informações sobre viagens internacionais do lobista nos últimos cinco anos, registros de entrada e saída do país e veículos apreendidos nas investigações. Também foi solicitado o fim do sigilo de 100 anos sobre a circulação de Antônio Carlos no Congresso Nacional.

Quebras de sigilo bancário mostraram que o lobista recebia 27,5% de cada desconto feito sobre aposentadorias em favor das entidades que representava.

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