CPMI do INSS: Base governista articula para impedir convocação de irmão de Lula - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

CPMI do INSS: Base governista articula para impedir convocação de irmão de Lula

Documento cita omissão do parentesco de Frei Chico com o presidente da República durante a assinatura de um Acordo de Cooperação Técnica com o INSS
Documento cita omissão do parentesco de Frei Chico com o presidente da República durante a assinatura de um Acordo de Cooperação Técnica com o INSS. Foto: Ricardo Stuckert

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Por Redação

Senadores e deputados da base do governo na comissão parlamentar que investigará fraudes bilionárias no INSS já preparam o discurso para impedir a convocação e a quebra de sigilo de Frei Chico, irmão do presidente Lula. Ele é vice-presidente do Sindnapi, entidade envolvida no esquema criminoso.

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Segundo a PF, o Sindnapi registrou um aumento recorde em 2023 no recolhimento de mensalidades associativas por meio de aposentadorias e pensões do INSS.

O deputado Alencar Santana (PT-SP) afirmou que a estratégia da base será “mostrar a verdade, que [Frei Chico] não tem nada a ver com o peixe [desvios bilionários]”.

O deputado Rogério Correia (PT-MG) classificou a tentativa da oposição de relacionar o irmão de Lula à CPI do INSS como marketing político. “Se isso for usado, será mais marketing do que vontade de esclarecer a verdade sobre quem tem culpa no cartório. Isso não vamos permitir. A não ser que ele tivesse culpa, tivesse assinado alguma coisa. O fato de integrar a entidade não diz nada”, disse.

A estratégia da base governista é argumentar que, apesar de Frei Chico ocupar um cargo na direção da entidade, ele não é formalmente investigado pela Polícia Federal.

Em nota divulgada em maio, a entidade afirmou que “o aumento da arrecadação é fruto direto do crescimento do número de associados e da qualidade dos [seus] benefícios”.

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