CPMI do INSS apreende celular de empresário investigado por fraudes contra aposentados - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 01 de julho de 2026
Política

CPMI do INSS apreende celular de empresário investigado por fraudes contra aposentados

O depoimento de Delecrode foi realizado sob a proteção de um habeas corpus concedido pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF)
O depoimento de Delecrode foi realizado sob a proteção de um habeas corpus concedido pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Carlos Moura/Agência Senado

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Depoimento de Igor Dias Delecrode ocorreu sob proteção de habeas corpus do STF

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), senador Carlos Viana (Podemos-MG), determinou nesta segunda-feira (10) a apreensão do celular de Igor Dias Delecrode, ex-dirigente da Associação de Amparo Social ao Aposentado e Pensionista (AASAP).

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A medida atende a um requerimento do relator do colegiado, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), aprovado de forma simbólica.

O pedido, segundo Gaspar, tem como objetivo aprofundar a investigação sobre possíveis desvios e fraudes previdenciárias envolvendo Delecrode. Entre as providências solicitadas estão o acesso às conversas de aplicativos de mensagens, aos e-mails vinculados ao aparelho e aos dados armazenados em nuvem.

O relator ainda requisitou que o empresário fornecesse a senha do celular, o que não foi atendido, seguindo orientação de seu advogado. O aparelho foi lacrado e encaminhado à Polícia Legislativa.

“A ratio constitucional é clara: a Comissão Parlamentar de Inquérito, no exercício de sua função fiscalizadora, não depende do Poder Judiciário para adotar providências que sejam meramente instrutórias”, diz o trecho.

O depoimento de Delecrode foi realizado sob a proteção de um habeas corpus concedido pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que assegurou ao empresário o direito de não responder a perguntas que pudessem incriminá-lo.

Com isso, ele permaneceu em silêncio durante quase toda a oitiva.

A AASAP, entidade à qual Delecrode esteve ligado, é alvo de apurações da CPMI por suspeita de fraudes envolvendo descontos indevidos sobre aposentadorias e pensões. Delecrode também é acusado de ter desenvolvido um programa para fraudar sistemas de biometria e assinaturas digitais no INSS.

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