CPMI avalia condução coercitiva de ex de Vorcaro
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Justiça

CPMI avalia condução coercitiva de ex de Vorcaro

Martha Graeff não comparece à comissão e presidente articula medida para obrigar depoimento

CPMI avalia condução coercitiva de ex de Vorcaro
Daniel Vorcaro e Martha Graeff. Foto: Reprodução/ redes sociais

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG), pretende ingressar com um pedido de condução coercitiva da Martha Graeff, ex-namorada de Daniel Vorcaro, após ela não comparecer na reunião desta segunda-feira, 23.

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A CPMI não conseguiu localizar a ex-namorada de Vorcaro nem estabelecer contato com sua defesa. Diante disso, Viana avalia acionar medidas para obrigar a influenciadora digital a prestar depoimento ao colegiado.

O requerimento para a oitiva foi apresentado pelo deputado Kim Kataguiri (Missão-SP), que classifica Martha como “pessoa de extrema confiança” do ex-controlador do Banco Master.

Segundo o documento, mensagens interceptadas indicam que Martha teria sido informada por Vorcaro sobre encontros com o ministro do STF Alexandre de Moraes, em Campos do Jordão (SP). Em uma das conversas, ela questiona detalhes após saber da presença do magistrado na cidade.

Para o parlamentar, a reação indica possível conhecimento sobre reuniões privadas envolvendo o empresário e autoridades. O objetivo da convocação é esclarecer o contexto desses encontros e a natureza das relações mantidas por Vorcaro.

Outro ponto citado envolve uma chamada de vídeo em abril de 2025. Após a ligação, Martha teria questionado com quem o empresário falava. Segundo os registros, Vorcaro respondeu que se tratava do ministro Alexandre de Moraes. O depoimento pode auxiliar na confirmação da identidade do interlocutor e das circunstâncias da conversa.

O requerimento também aponta que a ex-companheira pode ter informações sobre eventos com participação de autoridades do Judiciário. Há suspeita de uso de ativos investigados, como aeronaves sob gestão da Prime Aviation, para deslocamento e logística desses encontros.

“A CPMI precisa apurar se a Sra. Martha Graeff possui conhecimento sobre a organização destes eventos e se houve utilização de ativos investigados (como aeronaves sob gestão da PRIME AVIATION) para o transporte ou logística de tais encontros“, destaca o documento.

Martha Graeff também foi convocada para depor na CPI do Crime Organizado, com audiência prevista para quarta-feira, 25.

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