CPI marca votação e inclui irmãos de Toffoli no caso Master
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

CPI marca votação e inclui irmãos de Toffoli no caso Master

CPI do Crime Organizado vota em 24 de fevereiro requerimentos sobre o caso Master, incluindo pedidos que atingem irmãos de Dias Toffoli e a gestora Reag

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O senador Fabiano Contarato (PT-ES), presidente da CPI do Crime Organizado, apresentou hoje (12) requerimentos para ampliar a investigação sobre a gestora Reag Investimentos, ligada ao Banco Master. As medidas incluem a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da empresa e de seu fundador, João Carlos Mansur.

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O parlamentar também solicitou a convocação de Mansur para prestar depoimento à comissão e requereu ao Banco Central o envio integral do processo administrativo que resultou na liquidação extrajudicial do Banco Master.

Contarato informou que os pedidos serão votados na próxima reunião da CPI, marcada para 24 de fevereiro. Segundo ele, outros requerimentos relacionados ao caso Master também estarão na pauta, inclusive aqueles que envolvem José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.

“A CPI do Crime Organizado cumpre uma função constitucional de investigar e fiscalizar a atuação de organizações criminosas que se utilizam do sistema financeiro nacional. Não podemos nos omitir diante desse escândalo. O compromisso da CPI é com a Constituição e o interesse público. Ninguém será blindado, não importa o cargo ou a hierarquia”, afirmou.

Nos requerimentos, o senador menciona investigações conduzidas por órgãos de controle e pela Polícia Federal que citam a Reag. A gestora foi alvo da Operação Carbono Oculto, que apurou fraudes no setor de combustíveis com suposta participação de integrantes do PCC.

Já na Operação Compliance Zero, a Polícia Federal apontou indícios de utilização de estruturas vinculadas à gestora em apurações sobre desvio de recursos do Banco Master, em esquema estimado em mais de R$ 12 bilhões.

Contarato sustenta que a menção da empresa em investigações sobre lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial impõe à CPI o dever de aprofundar a apuração. Segundo ele, a convocação do fundador pode contribuir para esclarecer o funcionamento das estruturas investigadas.

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